Nuno Lopes
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Tribunal rejeita pedido do ator Nuno Lopes, acusado de violação, para julgamento sumário

A juíza determinou que, segundo a lei norte-americana, há questões que devem ser decididas por um júri.
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Um tribunal dos Estados Unidos rejeitou o pedido dos advogados de Nuno Lopes, acusado de em 2006 ter drogado e violado a argumentista e cineasta norte-americana A.M. Lukas, para que o ator português pudesse beneficiar de um julgamento sumário.

"A juíza determinou que, segundo a lei norte-americana, há questões que devem ser decididas por um júri e não pela própria juíza. Tal como tem feito desde o início deste processo, Nuno Lopes refuta as acusações que lhe são feitas e está confiante de que um júri chegará à mesma conclusão", explicou a assessoria do ator ao Observador.

Nuno Lopes tinha feito um pedido de moção para um julgamento sumário, justificando que as provas apresentadas demonstram que não foi responsável pelas acusações que lhe são imputadas. Na altura, a defesa da queixosa considerou o pedido "uma tentativa desesperada e mal aconselhada de evitar ter de enfrentar um julgamento com júri".

O ator poderá apresenta, até 30 de janeiro, uma nova moção se houver elementos adicionais que deseje que o Tribunal considere antes de proferir uma decisão final sobre a moção.

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Nuno Lopes nega ter drogado e violado cineasta americana. "Estou de consciência tranquila"

A ação judicial deu entrada em novembro de 2023 no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o distrito Leste de Nova Iorque. Na altura, Nuno Lopes disse que recebeu "com surpresa e choque uma carta vinda dos Estados Unidos por parte dos advogados de A. M. LUKAS", a acusá-lo de ter drogado e violado, pedindo-lhe "que propusesse uma quantia monetária para este caso acabar, e um pedido de desculpas". "Rejeitei ambos", informou.

Na ação judicial, A.M Lukas acusa o ator e DJ português de a ter drogado e violado a 28 de abril de 2006, após um evento no âmbito do Festival de Cinema de Tribecca.

A.M. Lukas relata que na festa de estreia de um filme, o seu corpo "começou a ficar estranhamente pesado", pouco tempo depois de ter conhecido o ator português. A realizadora acusa-o de a ter drogado, tendo em conta que guarda poucas memórias dessa noite.

A cineasta refere-se às "poucas e horríveis recordações fragmentadas dessa noite" e lembra-se de um momento em que o ator português terá segurado nas suas pernas enquanto a violava. Diz ainda que se recorda de ver Nuno Lopes a masturbar-se sobre o seu "corpo nu e imóvel".

Na queixa, a norte-americana conta que no final da noite o ator português terá chamado um táxi tendo-lhe dado 30 dólares para pagar a viagem e o seu número de telefone.

"Lukas não consentiu e não poderia ter consentido em fazer sexo com o sr. Lopes", lê-se no processo judicial contra o ator português.

É ainda referido que, "no dia seguinte, Lukas foi ao hospital" e que "o hospital realizou um kit de violação", tendo a cineasta reportado a violação à polícia. "A vida de Lukas mudou para sempre".

A norte-americana alega que ligou para Nuno Lopes quando ainda estava no hospital e que o português terá confirmado que tinham tido relações sexuais sem preservativo, pelo que a guionista tomou medicação para prevenir uma eventual gravidez, assim como doenças sexuais.

A.M. Lukas refere que os dois encontraram-se mais tarde e que o ator voltou confirmar que estiveram juntos, mas negou que tenha havido uma violação.

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