"Tem um à-vontade incrível". Alberto João Jardim no papel de médico em filme sobre o Vinho Madeira

"Tem um à-vontade incrível". Alberto João Jardim no papel de médico em filme sobre o Vinho Madeira

Antigo presidente do Governo Regional da Madeira participa no filme “Vinhas de um Povo”, do realizador madeirense Luís Miguel Jardim.
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O antigo presidente do Governo Regional da Madeira Alberto João Jardim participa no filme “Vinhas de um Povo”, do realizador madeirense Luís Miguel Jardim.

Esta produção de época de Luís Miguel Jardim “mergulha na cultura e na história do Vinho Madeira, um dos pilares da identidade da ilha”, estando já em fase final de gravações.

O realizador diz ao DN que este é um "filme de época", que retrata "meados do século passado". "O tema central é a questão do Vinho Madeira. Tem toda uma abordagem histórica e pedagógica relativamente à questão do vinho. Todos os enredos do filme estão ligados a esta temática central. Obviamente que tratamos também de outras questões como a de uma Madeira perdida no tempo, a distribuidora de leite do antigamente, o contrabando de antigamente de burra de vinho. Mais do que o Vinho Madeira é sobre o vinho da Madeira, pois o vinho da Madeira não é só esse vinho, há outras castas às quais é preciso dar algum destaque, embora não tenham a mesma nobreza", explica.

O ex-governante vai interpretar o papel de um médico, referiu o realizador em comunicado, salientando que, “para conferir o máximo realismo e requinte à narrativa histórica, a produção escolheu como cenário de gravação a emblemática suíte Winston Churchill, no Reid's Palace, A Belmond Hotel, Madeira, no Funchal”.

Luís Miguel Jardim conta que esta "é uma participação muito especial", com "apenas um diálogo", uma "cena em que ele interpreta a figura de um médico que vai fazer um diagnóstico relativamente à filha de uma fidalga que padece de uma doença incurável".

Imagem da cena em que Alberto João Jardim participa

Esta não é a primeira vez que Alberto João Jardim participa em filmes do realizador madeirense, tendo feito parte das produções “Feiticeiro da Calheta” e “Cartas de Fora”.

"É sempre uma figura muito emblemática. É interessante a forma como ele encara tudo isto: ele não quer edições, quer tudo de uma vez só, não repete cena nenhuma. Graças a Deus acertou tudo à primeira, porque fizemos planos diferentes. Foi tudo muito rápido. Não esteve mais de 40 minutos no set, mas chegou bem animado. Prefiro que ele diga aquilo à maneira dele do que seguir o texto, porque se pode enganar. Para a contracena levanta ali alguns problemas, porque por vezes as deixas não acertam. Mas correu tudo bem", conta Luís Miguel Jardim, um ex-advogado que deixou a justiça para se dedicar à produção de filmes que retratam histórias e tradições do povo madeirense.

O filme está na fase final do processo de captação de imagens, que decorre desde abril do ano passado. "Toda a produção está praticamente concluída. Isto agora é um longo e moroso trabalho de produção. Esperamos daqui a um ano ter tudo preparado, pronto a sair. E ainda se coloca a questão de fazer uma longa metragem ou uma mini série", explana o realizador.

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