Exclusivo Roberta Medina "confiante" com o regresso dos festivais

Depois de dois anos quase sem música, tudo indica que 2022 marcará o regresso das grandes bandas internacionais aos palcos portugueses.

Vai ser "muito especial", a próxima edição do Rock in Rio, que, se tudo correr como previsto, terá início a 18 de junho, com uma noite dedicada ao rock mais alternativo, com Foo Fighters, The Nacional ou Liam Gallagher. Depois, e como é habitual, o festival prolongar-se-á durante dois fins de semana seguidos, continuando a 19 com Black Eyed Peas, Ellie Goulding, Ivete Sangalo e David Carreira; a 25 com Duran Duran A-Ha, Xutos & Pontapés e Bush; e a 26 com Post Malone, Anitta, Jason Derullo e HMB, naquela que será também a edição da maioridade do Rock in Rio Lisboa. "É uma coincidência, mas não deixa de ter um certo simbolismo que isso aconteça precisamente neste ano de regresso", diz ao DN a responsável pelo festival, Roberta Medina, que nesta fase nem sequer põe em questão a realização do mesmo. "Sou uma otimista por defeito, portanto continuo muito confiante que os festivais vão voltar a ser o que sempre foram. E se tiver de ser com máscara que seja. Em muitos festivais as pessoas até já usam um lenço na cara por causa do pó, portanto nem muda assim tanto [risos]", afirma com humor.

A empresária recusa no entanto que o ónus da fiscalização recaia sobre as organizações dos festivais: "Não nos podem exigir tal coisa, porque é algo que vai sempre depender da consciência de cada um e não temos capacidade nem competência para isso." Já sobre a eventual exigência de apresentação de testes negativos e certificados de vacinação à entrada para o recinto, ou antes ambos, mostra total concordância. "Já temos tantas regras para organizar um festival desta dimensão que acaba por ser só mais uma. Vamos aguardar, se tiver de ser, será", sustenta. Roberta Medina avisa no entanto haver neste momento "um excesso de más notícias", que acaba por "nos contagiar a todos de muito negativismo". Recorda por exemplo que, "ainda antes da chegada desta nova variante, já estávamos a ficar contaminados com as notícias vindas do norte da Europa, que está numa realidade muito diferente da nossa. Felizmente nós estamos muito melhores, devido ao sucesso do processo de vacinação, mas se começarmos a implementar medidas demasiado restritivas, corremos o risco de cair numa situação económica realmente grave", defende. Ainda assim, não deixa de estar confiante no futuro: "Acredito que a meio de fevereiro, mais ou menos, a situação vai começar a melhorar e a partir de março vai chegar cá aquela euforia que já aconteceu em algumas partes do mundo, no ano passado. A confiança vai voltar e tenho uma esperança enorme de que o verão vai ser épico, como dizem os mais novos."

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