O poeta, ensaísta e tradutor espanhol José Luís Puerto
O poeta, ensaísta e tradutor espanhol José Luís Puerto Câmara Municipal da Guarda

Poeta e ensaísta espanhol José Luís Puerto vence Prémio Eduardo Lourenço 2026

Galardão, no valor de 7500 euros, distingue personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.
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O poeta, ensaísta e tradutor espanhol José Luís Puerto venceu esta segunda-feira, 20 de abril, por unanimidade, o Prémio Eduardo Lourenço 2026, anunciou a Câmara da Guarda.

Instituído em 2004, o galardão, no valor de 7500 euros, distingue personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.

O júri da 22.ª edição do galardão reuniu esta segunda-feira, na sede do Centro de Estudos Ibéricos (CEI), que junta as Universidades de Coimbra e Salamanca, a Câmara da Guarda e o Instituto Politécnico local.

"O júri reconheceu as qualidades de José Luis Puerto, em consonância com o espírito do Prémio Eduardo Lourenço, no que diz respeito ao conhecimento profundo da língua e da cultura portuguesas, evidentes nas suas traduções de poetas portugueses e na integração de elementos culturais ibéricos na sua poesia, no seu trabalho etnográfico e na sua investigação sobre a tradição oral", lê-se no comunicado da autarquia da Guarda.

O município refere-se a José Luís Puerto como sendo "um dos etnógrafos e investigadores mais reconhecidos das tradições ibéricas, paixão que combina com a criação literária, o ensino, o jornalismo e a reflexão ensaística".

Indica que a trajetória do poeta e ensaísta espanhol "estabelece uma ponte entre o local e o universal, inspirada no percurso intelectual e cívico de Eduardo Lourenço e na mensagem de grandes escritores portugueses como Eugénio de Andrade, Nuno Júdice, Jorge de Sena e Miguel Torga, que traduziu com profunda sensibilidade e uma linguagem plenamente humana e emocional", tendo desenvolvido "uma poética singular, acompanhada de um olhar crítico, solidário, de resistência e dignidade para com os menos afortunados e os esquecidos".

"A sua obra polifónica oferece uma leitura da tradição com uma voz totalmente nova, que transcende o folclore regional e o reposiciona num horizonte de análise cultural, onde ritos, memórias e tradições são interpretados como respostas humanistas a interrogações universais sobre o tempo, o território, a paisagem e a identidade", destaca-se ainda sobre José Luis Puerto, que se estreou em 1982 com o livro de poemas El tiempo que nos teje. Recentemente assinou obras líricas como Ritual de la inocencia (2023), Cristal de roca (2024) ou La belleza de la huella (2024).

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