Premium "O adultério era muito penalizado, até com a morte, mas os portugueses arriscavam"

A historiadora Ana Rodrigues Oliveira acaba de publicar uma investigação intitulada O Amor em Portugal na Idade Média. São 300 páginas com muitas revelações sobre os comportamentos na paixão e no sexo dos nossos antepassados. A morte era muitas vezes o resultado de certas infrações.

Não é por acaso que o livro O Amor em Portugal na Idade Média chega às livrarias por estes dias, afinal estamos em fevereiro, o Dia dos Namorados está a chegar e a editora fez coincidir o livro com a data. Não foi, no entanto, por esta razão que a historiadora Ana Rodrigues Oliveira se dedicou a uma investigação sobre uma temática muito pouco conhecida da nossa história: o amor na alegada "idade das trevas".

Um estudo que abrange as paixões antigas, onde o infringir de muitas regras sociais e o castigo por viverem situações de relações proibidas entre homens e mulheres - também entre homens e homens e mulheres e mulheres - é muito mais frequente do que se imaginaria. Segundo o paralelo que a autora faz entre o passado e o presente nesta entrevista, pode perceber-se que não existe assim tanta diferença entre a inventividade sexual e os comportamentos proibidos entre os dois géneros, o que mudou muito foi a penalização. "Hoje não há tanta legislação e os que infringem certas regras estabelecidas sabem que daí não vem mal ao mundo, contudo naquela altura esse mal vinha mesmo", refere. Não será por acaso, é que apesar do medo de infringir, o que não faltavam eram transgressões: "Entre frades e freiras, incesto, promiscuidade, e outras situações que eram proibidas, como a relação do cristão com judeus e muçulmanos, algo que se vê muito através da leitura das cartas de perdão. Era um mundo mais limitado, mas as pessoas não tinham medo de transgredir e muitas vezes esses amores acabavam em condenação.

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