O cantor cabo-verdiano Mário Marta, que levou ao Festival da Canção deste ano o tema Pertencer, morreu, na quinta-feira, 16 de abril, aos 53 anos, em Lisboa."Mário Marta destacou-se como um artista de grande sensibilidade e dedicação à música cabo-verdiana, conquistando o respeito do público, dentro e fora do país", referiu a família à agência Lusa, numa mensagem em que classifica a morte como "uma perda irreparável para a música e cultura nacional".Nascido a 30 de agosto de 1972, na Guiné-Bissau, filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana, Mário Marta foi criado em São Vicente e era conhecido pela sua ligação às mornas e coladeiras, géneros da música tradicional cabo-verdiana.De acordo com uma nota biográfica disponível no site oficial do festival da canção, Mário Marto "cresceu rodeado de música e fortemente influenciado principalmente pela sua tia Eunice Marta e por artistas como o tio Tonecas Marta, Maiúca MArta, Bana, Zéze di nha Reinalda, Tito Paris, Illdo lobo, Titina, Paulino Vieira e pela lendária Cesária Évora, com quem conviveu e cantou durante muitos anos, enquanto criança, na casa dos tios na cidade do Mindelo".Integrou o grupo gospel SHOUT!, fundado por Sara Tavares, e foi backing vocal de Djodje, acompanhando-o tanto em estúdio como em digressões mundiais. A sua carreira a solo começou em 2019, destacando-se com os singles Kriol e Aguenta, fazendo parceria com Lura neste último. . O seu álbum de estreia, Ser de Luz, conquistou três prémios nos Cabo Verde Music Awards.Este ano, participou no Festival da Canção com o tema Pertencer", de Djodje, que não passu à final