O produtor musical norte-americano Clive Davis, que presidiu à Columbia Records e apostou em músicos como Patti Smith, Whitney Houston, Aretha Franklin e Bruce Springsteen, morreu esta segunda-feira, 22 de junho, aos 94 anos, em Nova Iorque, anunciou a sua assessora, Aliza Rabinoff.Patti Smith, Janis Joplin, Earth, Wind & Fire, Santana, Aerosmith, Billy Joel são alguns dos músicos e bandas cuja carreira o produtor impulsionou ou revelou. O nome de Clive Davis está também associado a Pink Floyd, Sly and the Family Stone, Chicago e Blood, Sweat & Tears.Nascido em 04 de abril de 1932, no bairro nova-iorquino de Brooklyn, Clive Davis licenciou-se em Direito, entrou na indústria musical como consultor jurídico da Columbia Records, em 1960, assumiu a gestão pouco depois e a presidência da discográfica em 1966.Em 1973, foi acusado de má gestão de fundos e afastado da 'major' norte-americana.Aquele que Aretha Franklin definiu como "o maior produtor musical de todos os tempos" insistiu, porém, na indústria musical, e criou a editora Arista, em 1974.A agência norte-americana de notícias Associated Press recorda esta segunda-feira uma entrevista de Clive Davis, de 1999, quando esta editora cumpria 25 anos: "Contratei Patti Smith, a grande mulher do Renascimento. Contratei Lou Reed. Contratei os Grateful Dead".Ao longo dos anos 1980 e 1990, processos de aquisição e acordos de fusão no setor já tinham levado Clive Davis à liderança de discográficas e grupos de media como a RCA e a BMG, nos Estados Unidos.Em 1999, no entanto, Davis enfrentou outra crise: a então 'empresa-mãe' da BMG Entertainment, do grupo de media alemão Bertelsmann, queria a sua demissão. Davis estava na casa dos 60 anos, idade a que a maioria dos executivos da BMG tinha sido dispensada.Em 2000, apesar do apoio dos artistas, o grupo dispensou-o, mas ajudou-o a lançar a J Records, descrita pela própria BMG "como a maior 'startup' discográfica alguma vez criada", revelando nomes como os de Alicia Keys, Pearl Jam e Eddie Vedder.Em 2008, a já Sony BMG, que, entretanto, assimilara a antiga Columbia, conferiu-lhe o título de diretor criativo.Numa mensagem partilhada esta segunda-feira por Aliza Rabinoff, assinada pelos quatro filhos do produtor, pode ler-se: "Para o mundo, o nosso pai foi a lenda da música cuja visão, instintos e busca incansável pela excelência moldaram a banda sonora de muitas vidas. Descobriu, orientou e defendeu os maiores artistas da história da música moderna, deixando uma marca indelével na cultura que perdurará por gerações".A mensagem conclui: "Hoje celebramos não só uma figura importante cuja influência mudou a música para sempre, mas também o homem que guiou a nossa família com graciosidade, generosidade e bondade. Sentiremos muitas saudades dele, guardá-lo-emos para sempre nos nossos corações e levaremos o seu amor connosco para o resto das nossas vidas."