Exclusivo Miguel Cadilhe. De Manoel de Oliveira a Curral de Moinas

Curral de Moinas: Os Banqueiros do Povo estreia-se já esta quinta-feira e retoma em cinema as personagens dos provincianos Zé e Quim. O DN foi conhecer Miguel Cadilhe, produtor televisivo e de cinema que já produziu Manoel de Oliveira e o Telerural. Um homem de contrastes que tem uma fezada que este humor não é boçal e que pode chamar o "grande público".

Continua a cruzada em Portugal para tentar ressuscitar a comédia popular com o grande público. A nova tentativa chama-se Curral de Moinas: Os Banqueiros do Povo, de Miguel Cadilhe e chega num momento complicado para o cinema português sem público (com o fracasso de O Pai Tirano ainda na memória e com a exceção generosa dos cerca de 40 mil bilhetes vendidos de 2 Duros de Roer...). São mais aventuras e desventuras da dupla de pacóvios Zeca (Pedro Alves) e Quim (João Paulo Rodrigues) da aldeia Curral de Moinas, onde todos parecem viver felizes com a objetivação do corpo feminino e sem escolaridade obrigatória.

O enredo desta segunda aventura no cinema da dupla de Telerural, sucesso de audiências da RTP, também confeccionado por Miguel Cadilhe, leva-os a Cascais. Quim é, afinal, herdeiro de um milionário dono do banco Bico. Subitamente, vê-se a viver com os amigos numa mansão e a ser tentado pela vida com dinheiro, mesmo que pela calada há quem se queira aproveitar da sua ingenuidade. Para o realizador estreante de quase 50 anos esta não é a "comédia pimba" que muitos pensam: "Recuso essa ideia! O Quim e o Zé são básicos, à sua maneira, mas são sobretudo puros! Têm uma pureza universal que faz com que o bem prevaleça - e isso é a mensagem mais forte do filme - apesar de terem coisas muito portuguesas. Enfim, é uma história com várias camadas e fala de coisas sérias também, mesmo sendo uma comédia de uma ponta à outra. Tem dramas, reviravoltas, romance e um bocadinho de muita coisa. E é claro que fala disso da corrupção na banca e desses banqueiros que roubam".

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