Premium Memórias e nostalgia do fim dos Beatles

Foi a 10 de abril de 1970 que o mundo ficou a saber que não haveria mais nenhum álbum editado pelos quatro de Liverpool: meio século depois, as memórias cruzam-se com a possibilidade de voltarmos a poder ver o filme sobre as gravações de "Let it Be", o disco final.

Acertemos o calendário: os Beatles acabaram há 50 anos. E se há assunto em relação ao qual podemos e devemos aceitar as dores da nostalgia, esse assunto é os Beatles.

Afinal de contas, nos pátios de liceus e escolas secundárias, mas sobretudo através dos fundamentais gira-discos caseiros, o ano de 1970 foi vivido como uma longa e amarga viagem de decomposição do quarteto de Liverpool, repartida por episódios paradoxais, entre as ilusões da adivinhação e a contundência dos factos. Se necessitamos de uma espécie de ponto de fuga emocional para que a história faça algum sentido (se é que continuamos a acreditar que há um sentido para a história...), encontramo-lo no dia 10 de abril desse ano. Paul McCartney respondia a uma dúvida que pairava como um assombramento: "Consegue antecipar um tempo em que a dupla Lennon-McCartney volte a funcionar como uma aliança ativa na composição de canções?" Desafiando os oráculos da música e da mitologia, McCartney respondeu em tom de cruel minimalismo: "Não".

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