Maria Matos pode reabrir em 2019 com programação da EGEAC

A EGEAC admite vir a "programar diretamente" naquela sala lisboeta fechada há quase seis meses. O concurso de concessão do Maria Matos está suspenso na sequência do processo judicial iniciado pela produtora que ficou em segundo lugar

O Teatro Maria Matos deverá recomeçar a sua atividade no "primeiro semestre de 2019", mas provavelmente tal acontecerá sem programação definida por uma direção artística. A Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC) pode vir a "programar diretamente" naquele teatro fechado há quase seis meses, afirmou a presidente da empresa Joana Gomes Cardoso ao Observador .

A EGEAC confirmou ao DN que esta é uma das possibilidades em análise de reabertura do Maria Matos, para evitar que a sala continue fechada. Tal deve-se ao atraso na abertura de portas devido ao facto de o concurso de concessão estar suspenso na sequência do processo judicial iniciado pela Yellow Star Company, que ficou em segundo lugar no concurso que a Força de Produção venceu. A EGEAC afirma, contudo, que os critérios dessa programação para o Maria Matos, e a forma como esta funcionaria, não estão ainda definidos, uma vez que para já essa é apenas uma entre outras hipóteses.

Paulo Sousa Costa, da Yellow Star Company, justificou a reclamação dizendo que o processo foi "ferido de várias ilegalidades", pela "violação dos critérios da igualdade, imparcialidade, proporcionalidade e boa-fé".

O concurso de concessão vem na sequência da reestruturação dos teatros da cidade anunciada pela vereadora da Cultura Catarina Vaz Pinto no final de 2017. A gestão do Maria Matos seria então concessionada a um privado, "com uma nova missão", vocacionado para "espetáculos de grande público, predominantemente teatro".

O júri do concurso foi composto pela jornalista Pilar del Rio, a presidente da EGEAC, Joana Gomes Cardoso, a atriz e encenadora Natália Luiza, o dramaturgo e crítico Jorge Louraço Figueira, e o jornalista e escritor Nuno Galopim.

A programação daquele teatro lisboeta seria dividida por outros espaços municipais, cada um com a sua direção artística: o Teatro do Bairro Alto (antiga Cornucópia) teria a responsabilidade de apresentar uma programação mais independente, o renovado LU.CA - Teatro Luís de Camões, em Belém, ficaria com a programação infantojuvenil.

O LU.CA está a funcionar desde junho, enquanto o Teatro do Bairro Alto, que tem como diretor Francisco Frazão - que já está a trabalhar com a sua equipa, embora ainda na sede da EGEAC - continua por abrir portas. Joana Gomes Cardoso avançou ao Observador que aquela sala poderá abrir no segundo semestre de 2019. Para a presidente da EGEAC, "a rapidez não é o critério mais relevante". "Antes abrir com condições e qualidade artística", respondeu àquele jornal.

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