Marcelo presta "emocionada homenagem" a Eunice Muñoz e agradece "décadas inesquecíveis"

"Portugal está de luto", disse o Presidente da República, que lamentou com profunda consternação a morte de Eunice Muñoz. "Inigualável senhora dos palcos portugueses. Sem ela, a nossa cultura teria sido mais pobre", destacou Augusto Santos Silva.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou esta sexta-feira "emocionada homenagem" à atriz Eunice Muñoz e agradeceu-lhe "décadas inesquecíveis", em nome de todos os portugueses, lamentando a sua morte com profunda consternação.

"É profundamente consternado que tomo conhecimento da morte de Eunice Muñoz, uma referência nacional, admirada e respeitada por todos os portugueses", declarou o chefe de Estado à Lusa.

"Em seu nome, presto-lhe uma emocionada homenagem e agradeço décadas inesquecíveis da vida de todos nós", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

A atriz Eunice Muñoz morreu hoje, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, aos 93 anos, disse à Lusa o filho da atriz.

Nascida na Amareleja, no distrito de Beja, em 1928, Eunice Muñoz completou em novembro 80 anos de carreira.

No final da cerimónia alusiva à partida da força militar portuguesa para a Roménia, no âmbito de uma missão da NATO, Marcelo Rebelo de Sousa prestou breves declarações aos jornalistas sobre o percurso da atriz Eunice Muñoz.

"Portugal está de luto. Habituámo-nos à ideia de Eunice Munõz era eterna. Fisicamente não é. Resistiu a uma, duas, três, quatro crises de saúde. Mas é eterna no nosso espírito e não a esqueceremos", afirmou o chefe de Estado.

Para o Presidente da República, Eunice Muñoz marcou a vida dos portugueses "ao longo de muitas décadas".

"Em nome de todos os portugueses, queria agradecer-lhe uma vida dedicada ao teatro, mas também ao cinema, à televisão e à cultura em Portugal. Uma vida dedicada aos portugueses. Não a esquecemos, nunca a esqueceremos, estará sempre no nosso coração", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Santos Silva. "​​​​​​​Sem ela, a nossa cultura teria sido mais pobre"

O presidente da Assembleia da República, ​​​​​​​Augusto Santos Silva, reagiu à morte de Eunice Muñoz referindo-se à atriz como a "inigualável senhora dos palcos portugueses".

"Deixou-nos há pouco Eunice Muñoz, a inigualável senhora dos palcos portugueses. Sem ela, a nossa cultura teria sido mais pobre. Honremos a sua memória, continuando a celebrar o teatro", escreveu Santos Silva numa mensagem publicada na rede social Twitter..

Filha e neta de atores de teatro e de artistas de circo, ao longo da carreira Eunice Muñoz entrou em perto de duas centenas de peças, trabalhou com cerca de uma centena de companhias, segundo a base de dados do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, no cinema e na televisão, o seu nome está associado a mais de oito dezenas de produções de ficção, entre filmes, telenovelas e programas de comédia.

Em abril do ano passado, Eunice Muñoz foi condecorada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, cerca de três anos depois de ter recebido a Grã-Cruz da Ordem de Mérito.

Ao longo de 2021, contracenou com a neta Lídia Muñoz, na peça "A margem do tempo", em diferentes palcos do país, numa digressão que culminou no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, em 28 de novembro, exatamente 80 anos após a sua estreia.

No final da sessão, a que assistiram o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e a ministra da Cultura, Graça Fonseca, foi prestada uma homenagem à atriz.

"Este teatro foi a minha casa durante muito anos, fui feliz no palco, em tudo o que cá fiz", afirmou então Eunice Muñoz, no final da sessão.

"Agradeço sobretudo a vocês, ao público, que me acarinhou, que me aplaudiu desde que comecei, até agora que comemoro os meus 80 anos de carreira", salientou.

"O teatro precisa de nós, de nós no palco e de vocês que recebem o melhor que temos para dar", acrescentou ainda Eunice Muñoz, concluindo que, "apesar dos dias estranhos e difíceis, o belo continua a existir".

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