O escritor, poeta e diplomata Luís Filipe Castro Mendes foi distinguido com o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, pela obra Países Estrangeiros – Memórias e Viagens (editado pela Guerra & Paz).A decisão foi tomada por unanimidade pelo júri, coordenado por José Manuel Mendes e constituído por Guilherme d'Oliveira Martins, Isabel Cristina Mateus e José Manuel de Vasconcelos.Na ata, o júri justifica a escolha por se tratar de uma obra que, "numa prosa de intensa expressividade literária, relata com mestria encontros, factos, situações, ambientes que ocorreram nas muitas viagens e estadas do autor no âmbito da sua actividade como diplomata". Os jurados destacam ainda a forma como o livro alia essas experiências a "reflexões de ordem histórica, política, ética e social" e à "coloração emotiva que o tempo confere às memórias de uma vida".Instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, o prémio distinguiu nesta nona edição obras de autores portugueses publicadas em 2025. O galardão tem um valor monetário de 12.500 euros.Nascido em 1950, Luís Filipe Castro Mendes, que é também colunista do Diário de Notícias, tem uma longa carreira literária e diplomática. Serviu como cônsul-geral no Rio de Janeiro e foi embaixador de Portugal em Budapeste, Nova Deli, UNESCO-Paris e, finalmente, junto do Conselho da Europa em Estrasburgo. Foi também ministro da Cultura, entre 2016 e 2018.Autor de uma vasta obra poética e ficcional, publicou o seu primeiro livro, Recados, em 1983, e recebeu ao longo da carreira diversas distinções literárias - incluindo o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, da APE, o PEN Clube (A Ilha dos Mortos), D. Diniz da Fundação Casa de Mateus (O Jogo de Fazer Versos) e António Quadros, da Fundação António Quadros (Lendas da Índia). Entre os seus livros mais recentes destacam-se Voltar (2021) e As Manhãs que Não Conheces (2025)..“A Índia tocou-me muito. A poesia foi a minha resposta àquele mundo extraordinário”