Não foi invulgar ouvir Emily cantar músicas que outrora tinham a voz potente de Bennington.
Não foi invulgar ouvir Emily cantar músicas que outrora tinham a voz potente de Bennington.Foto: Lucas Coelho / Rock in Rio

Linkin Park no Rock in Rio: um regresso entre a nostalgia e a renovação com Emily Armstrong

Concerto foi uma mistura de clássicos da banda da época de Chester Bennington e da nova era, com Emily Armstrong.
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Doze anos depois, um palco em Lisboa voltou a receber os Linkin Park, numa trajetória que muito mudou desde a última vinda ao país. Como se sabe, a vocalista é outra: Emily Armstrong substitui Chester Bennington, mas é impossível substituí-lo na totalidade. A cada canção, parece que a presença de Chester ainda lá está.

Ainda assim, não foi invulgar ouvir Emily cantar músicas que outrora tinham a voz potente de Bennington. Apesar das diferenças óbvias, há semelhanças na forma como canta, sobretudo pela intensidade e entrega da interpretação de cada música.

Como tem acontecido desde o regresso da banda, no final de 2024, os concertos são uma mistura dos destaques da discografia até 2017 com sucessos dos lançamentos mais recentes. No entanto, o alinhamento não incluiu duas canções novas seguidas, sendo estas sempre intercaladas com músicas da era Bennington.

The Emptiness Machine abriu o concerto, seguida de Lying from You e Crawling. Depois veio Up from the Bottom, do álbum lançado em 2024. E assim foi durante quase 1h45 de atuação no festival que teve os bilhetes deste dia esgotados. Todas as músicas foram mais do que aplaudidas, um gesto que mostra como Emily foi bem recebida pelos fãs do Rock in Rio.

Não houve um único momento morno no concerto, mesmo quando Emily interpretou Lost apenas com acompanhamento de piano ou durante as canções menos conhecidas. Ainda assim, é inegável que o público vibrou mais ao som dos clássicos que fizeram dos Linkin Park aquilo que são hoje e despertaram memórias em quem ouve a banda desde os tempos em que não existiam smartphones, redes sociais ou Shazam: Burn It Down, Waiting for the End, One Step Closer e What I've Done.

Alguns dos pontos mais altos da atuação foram protagonizados por Mike Shinoda, ao teclado e na voz, durante os versos "You told me yes, you held me high / And I believed when you told that lie / I played soldier, you played king / And struck me down when I kissed that ring", bem como nos acordes de What I've Done. E claro, o coro do público em Numb.

As músicas mais aguardadas pelos fãs que conhecem a discografia dos Linkin Park ficaram para o final: além de Numb, Bleed It Out, Papercut e In the End. Ao contrário do que o cliché sugere, In the End não foi o fim. Após uma breve pausa, quando alguns já preparavam a saída do recinto, os sintetizadores de Joe Hahn anunciaram Faint, que encerrou o concerto da mesma forma que este começou: com toda a gente a vibrar.

amanda.lima@dn.pt

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