La Féria diz que fecho da Avenida da Liberdade trará "enormes prejuízos" ao Teatro Politeama

Considerou que a decisão aprovada na Câmara Municipal de Lisboa, que prevê o encerramento da Avenida da Liberdade aos domingos e feriados "afeta em muito o funcionamento do Teatro Politeama".

O encenador Filipe La Féria afirmou esta quinta-feira que representará "enormes prejuízos" para o Teatro Politeama o encerramento ao trânsito da Avenida da Liberdade, em Lisboa, aos domingos e feriados, dias de maior afluência de grupos aos espetáculos.

Numa nota, Filipe La Féria considerou que a decisão aprovada na Câmara Municipal de Lisboa que prevê o encerramento da Avenida da Liberdade aos domingos e feriados "afeta em muito o funcionamento do Teatro Politeama", localizado na rua das Portas de Santo Antão, na baixa lisboeta.

"Na realidade, o Teatro Politeama efetua aos domingos e feriados uma parte significativa das suas receitas, com três a quatro exibições dos seus espetáculos em cartaz, acolhendo nesses dias uma especial afluência de público, com especial relevância para aquele que se desloca em grupo, no âmbito de excursões e iniciativas associativas provenientes das mais diversas áreas do país", destacou.

La Féria explicou que estes grupos chegam a Lisboa em autocarros "e habitualmente procedem ao seu desembarque e posterior embarque nos Restauradores, junto ao cruzamento com a Rua dos Condes, situação que passará a ser inviabilizada pela iniciativa agora aprovada pela Câmara", representando "enormes prejuízos para o Teatro Politeama, que tão penalizado foi nos últimos tempos em consequência da pandemia covid-19".

"É de fulcral importância para nós que estes grupos possam continuar a vir ao teatro, pelo que será necessário encontrar uma solução. É muito importante que possamos continuar a receber no Teatro este público, tão relevante para a animação da nossa cidade e dos seus espaços turísticos, de restauração e de lazer", sublinhou.

Uma proposta do Livre aprovada na semana passada na Câmara Municipal de Lisboa determina a redução em 10 quilómetros/hora (km/h) da velocidade máxima de circulação permitida e a eliminação do trânsito automóvel na Avenida da Liberdade aos domingos e feriados.

A iniciativa "pela redução da dependência dos combustíveis fósseis na cidade de Lisboa" teve sete votos contra da coligação PSD/CDS, liderada pelo presidente da autarquia, Carlos Moedas, abstenções dos dois vereadores do PCP e oito votos a favor (cinco do PS, um do Livre e um do Bloco de Esquerda).

Na quarta-feira, o presidente da Câmara de Lisboa assegurou que não irá implementar as mudanças no trânsito da cidade aprovadas recentemente, enquanto não tiver garantias de que não têm um "efeito económico negativo".

"Há uma garantia: não tomo decisões como presidente da Câmara que não estão bem sustentadas, nem financeiramente, nem economicamente. Eu não vou implementar esta medida enquanto não tiver a prova de que ela é uma medida boa para a cidade e que não tem um efeito económico negativo, sobretudo num tempo de retoma económica", afirmou o autarca.

Já o PSD disse que vai tentar vias, incluindo jurídicas, para reverter a proposta, sublinhando que não houve consulta pública ou pareceres técnicos prévios.

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