Exclusivo Kazuo Ishiguro: "A minha filha é insubstituível ou pode ser reproduzida?"

Sai nesta semana em todo o mundo o primeiro romance de Kazuo Ishiguro, Klara e o Sol, após ter recebido o Nobel de 2017. Não é uma distopia nem ficção científica, mas o cenário é tão futurista como inquietante.

O Nobel da Literatura de 2017, Kazuo Ishiguro, é muito avesso a dar entrevistas sobre os seus livros e abriu uma exceção para conversar sobre o seu novo romance, Klara e o Sol, sob a forma de uma conferência de imprensa mundial. Cada jornalista enviou uma pergunta e durante quase cem minutos o escritor respondeu. O cenário do romance é no futuro, neste caso num planeta Terra em que a inteligência artificial é uma realidade normal e os cidadãos partilham dos seus benefícios sem grandes questionamentos. O leitor é posto logo de início perante um robô que revela as sensações de inquietude enquanto aguarda ser exposto na montra de uma loja e encontrar dono. A complexidade da composição com que constrói a protagonista da narrativa surge sob todos os ângulos de imediato e, pode-se avançar, que o leitor terá oportunidade nas páginas seguintes de se colocar como nunca questões de ética perante o que representará a leitura de Klara e o Sol...

Quando surge no ecrã, e antes de se poder reparar nos pormenores da sala onde se encontra - um piano branco ao fundo, vários quadros e estantes -, Kazuo agradece a oportunidade de falar com jornalistas de todo o mundo e refere que lamenta não poder visitar vários países para apresentar pessoalmente o novo livro "numa conversa mais íntima ou sentados num café". Compromete-se a dar tudo para responder às perguntas...

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