Rapper 21 Savage foi detido nos Estados Unidos e arrisca ser deportado

O músico está nomeado para dois Grammys. Tem cidadania britânica e é agora acusado de estar ilegalmente nos EUA

O rapper 21 Savage está sob detenção dos serviços federais de imigração dos Estados Unidos da América, confirmaram as autoridades de Atalanta, onde o músico foi este domingo detido por não estar em situação legal no país.

O porta-voz do Departamento de Imigração e Alfândegas dos EUA, Bryan Cox, disse que o artista, cujo nome real é Sha Yaa Bin Abraham-Joseph, foi detido numa operação específica para o efeito na região de Atlanta.

Cox explicou que 21 Savage é um cidadão britânico que entrou legalmente nos EUA em julho de 2005, mas ficou com o visto caducado em julho de 2006. O responsável disse que Abraham-Joseph já foi condenado por crimes de drogas na Geórgia em outubro de 2014.

O artista foi colocado num processo de deportação no tribunal federal de imigração, confirmou Bryan Cox.

21 Savage está nomeado para dois prémios Grammy da próxima semana.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?