Notícia da morte de José-Augusto França não se confirma

O historiador de arte tem 95 anos
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O historiador, sociólogo e crítico de arte português não morreu, como erradamente o DN noticiou, citando o jornal Público, que tinha avançado com a notícia. Ao próprio, à família e aos leitores as nossas desculpas.

José-Augusto França foi condecorado com a de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1991), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2006) e a mais recente Medalha de Mérito Cultural (2012).

Na semana passada, foi lançada a coleção "Biblioteca José-Augusto França", da Imprensa Nacional. Entre os títulos dessa coleção contam-se as obras Natureza-Morta, Charles Chaplin e o Self-Made-Myth. Foi o próprio que escolheu os títulos desta coleção.

Natural de Tomar, no Ribatejo, cidade sobre a qual publicou uma monografia, José-Augusto França doou parte do seu espólio de obras de arte ao Museu Municipal, constituindo o Núcleo de Arte Contemporânea.

Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1944, José-Augusto França, como bolseiro do Estado francês, em 1959, estudou na Unversidade Sorbonne, até 1963, tendo trabalhado, entre outros, com o historiador Pierre Francastel (1900-1970).

Na Universidade de Paris IV (Panthón-Sorbonne), doutorou-se em História, em 1962, com a tese Une Ville des Lumères: la Lisbonne de Pombal, e tornou-se doutor em Letras, em 1969, com a tese Le Romantisme au Portugal.

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