Depois do Parlamento, Tauromaquia vence também na Assembleia Municipal de Lisboa

Após triunfo no Parlamento, os "valores da democracia e tolerância" voltam a derrotar proposta antitaurina do PAN, congratula-se a PróToiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia

"A PróToiro - Federação Portuguesa de Tauromaquia assinala com satisfação o resultado da votação na Assembleia Municipal de Lisboa, que reprovou a recomendação de acabar com as touradas na capital do país, proposta apresentada pelo partido das Proibições, das políticas Anti e Não respeitadoras da diversidade social e cultural", assinala a associação num comunicado enviado ao DN.

A recomendação foi chumbada esta terça-feira pelos partidos CDS, PSD, PS, PCP e PPM, num total de 45 votos contra e apenas 25 a favor.

Depois da votação no Parlamento, esta é a segunda vitória da tauromaquia, em cinco dias, sobre projetos proibicionistas que a PróToiro diz suportarem-se numa "visão distorcida e alterada da verdade". A primeira foi obtida com os votos dos deputados de PS, PCP, PSD e CDS-PP, que chumbaram o Projeto de lei do PAN que pretendia acabar com a tourada em Portugal. "Trata-se inclusive de um desrespeito à própria Constituição da República Portuguesa, uma vez que nenhum órgão do Estado, central ou local, pode proibir o acesso à cultura."

Com estes resultados, quer na Assembleia da República, quer na Assembleia Municipal de Lisboa, a PróToiro reitera o "compromisso de defender e promover os valores da cultura e da liberdade, denunciando todas as ações que visem comprometer a legitimidade e respeito por este setor cultural e económico tão importante para o país".

Ler mais

Exclusivos

João Almeida Moreira

DN+ Cadê o Dr. Bumbum?

Por misturar na peça Amphitruo deuses, e os seus dramas divinos, e escravos, e as suas terrenas preocupações, o dramaturgo Titus Plautus usou pela primeira vez na história, uns 200 anos antes de Cristo, a expressão "tragicomédia". O Brasil quotidiano é um exemplo vivo do género iniciado por Plautus por juntar o sagrado, a ténue linha entre a vida e a morte, à farsa, na forma das suas personagens reais e fantásticas ao mesmo tempo. Eis um exemplo.