Exclusivo Hiromi Kawakami: os dez amores de uma japonesa

Os carateres japoneses com que responde à entrevista do DN são incompreensíveis, no entanto o seu romance de apresentação aos leitores portugueses é de fácil compreensão. Hiromi Kawakami está entre as novidades mais recentes, bem como Toshikazu Kawaguchi e Marieke Lucas Rijnveld.

A literatura japonesa raramente é traduzida em Portugal e, após uma época "intelectual" em que os leitores portugueses devoravam Yukio Mishima ou folheavam com relativa atenção Kenzaburo Oe, entre poucos outros clássicos daquele país, praticamente só resta a coleção de retratos oníricos de Haruki Murakami para se perceber o que se passa naquela zona do mundo a nível literário.

A novidade é o romance Os Amores do Senhor Nishino, de Hiromi Kawakami, que foi recentemente traduzido após a tentativa fracassada de revelar Ryu Murakami há uns anos. Não que ambos abram uma porta para outra dimensão do que se estará a publicar no Japão atual, pois a marca de Murakami é a única que tem interessado os portugueses e nem a sonoridade próxima do apelido de Kawakami àquele ou o da igualdade do de Ryo subvertem a ditadura lusitana de Haruki. Mesmo que em ambos se encontrem ecos, seja no registo desta sua colega e na temática do outro, e por isso mesmo o leitor não se sinta noutra dimensão.

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