Exclusivo "Gosto muito de criar momentos e acho que é das coisas que mais me atrai na magia"

Hélder Guimarães é um dos mágicos de cartas mais premiados do mundo, mas diz não se sentir uma estrela, apesar de ter muitas estrelas como fãs. Criou o espetáculo virtual "The Present", que foi um grande sucesso durante a pandemia, a pensar na sua relação com o avô e o abraço que o pai lhe deu quando foi campeão mundial é um dos momentos que não esquece. Um dos projetos para o futuro é levar a Nova Iorque o espetáculo "Invisible Tango".

Se não fosse mágico o que acha que estaria a fazer agora?
Não faço a mínima ideia! Já pensei muitas vezes naquilo que me atrai no que faço na magia sem ser a parte da magia em si. Estaria provavelmente numa profissão que me desse a oportunidade de fazer coisas diferentes constantemente. E é outro lado que me atrai naquilo que eu faço, que é a possibilidade de subir a um palco e trabalhar algo que é meu, que vem da minha mente. Por isso, acho que qualquer coisa que englobasse isso seria a minha segunda hipótese, embora não acho que tenha assim tanta piada. Nem sequer acho que poderia ser um humorista a tempo inteiro, gosto de usar o humor naquilo que faço, mas não a tempo inteiro. Mas gosto de contar histórias. Poderia ter ido por esse lado também um pouco, mas, de facto, a magia é algo que ultrapassa um bocadinho tudo isso e não tem substituto.

Quem é o Hélder Guimarães?
Sou eu! Não sei mesmo responder a essa pergunta. Sou um mágico, é a forma como me vejo, como me defino. Sou de Portugal, sinto-me muito português, mesmo vivendo nos Estados Unidos tento levar sempre isso um bocadinho nos textos que escrevo e nas experiências que vou contando em palco nos meus espetáculos. Gosto muito de criar momentos e acho que é das coisas que mais me atrai na magia, que a magia acontece aqui agora, com a outra pessoa, e esse momento que eu vivo com outra pessoa é sempre único, porque há sempre alguém diferente, porque o momento em si, mesmo que esteja planeado, tem sempre variáveis únicas em cada uma destas reproduções que faço. Às vezes até digo que gosto de ser um colecionador de momentos. Gosto muito de ler, gosto muito de ver espetáculos ao vivo, e acho que me definiria como um bom rapaz, talvez.

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