Fresco erótico do mito de Leda e o Cisne descoberto em Pompeia
Uma descoberta "única e excecional". O Parque Arqueológico de Pompeia deu conta da descoberta arqueológica de um fresco do mito grego de Leda e o Cisne, entre as ruínas deste lugar, localizado em frente ao golfo de Nápoles, em Itália.
Arqueólogos encontraram em Pompeia um fresco romano de cariz erótico que representa o mito grego de Leda e o Cisne, mito que veio a inspirar artistas como Leonardo Da Vinci ou Miguel Ângelo.
Segundo a mitologia, Leda, mulher de Tíndaro de Esparta, passeava junto ao rio Eurotas quando foi seduzida ou violada - depende das versões - por um cisne, que era, afinal, Zeus camuflado.
Leda pôs, então, dois ovos, dos quais nasceram quatro filhos: os gémeos Pólux e Castor, Helena - futura mulher de Menelau, rei de Esparta, e causadora da guerra de Troia - e Clitemnestra. Mas apenas Helena e Pólux eram considerados filhos de Zeus e, portanto, imortais.
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O fresco descoberto em Pompeia retrata o encontro entre Leda e Zeus, numa "cena de grande sensualidade", segundo indica o comunicado de imprensa do parque arqueológico, que divulgou a descoberta na segunda-feira.
A pintura foi encontrada no dormitório de uma casa, enquanto se levavam a cabo "trabalhos de remodelação das frentes de escavação", como explicou o diretor do parque arqueológico, Massimo Osanna, citado pelas agências internacionais de notícias. Osanna sublinhou tratar-se de uma descoberta "única e excecional".
No fresco, muito explícito e cheio de cores, vê-se Leda sentada com o cisne ao colo, e o seu olhar parece dirigir-se aos que cruzavam a porta para entrar no quarto desta casa de Pompeia.
"O retrato de Leda é extremamente particular e diferente de todos os descobertos até agora noutras casas. Este mito nunca tinha sido encontrado com esta iconografia tão sensual", afirmou Osanna.
Na mesma vivenda já havia sido encontrada uma pintura do deus da fertilidade Priapo. O Parque Arqueológico de Pompeia avaliará com os técnicos e a direção geral de arqueologia a possibilidade de transportar o fresco para um lugar onde se "possa protegê-lo e expô-lo ao público".
Pompeia, recorde-se, ficou sob cinzas vulcânicas depois da erupção do Monte Vesúvio no ano 79 d.C.