Francisco Palha e dois bravos de Teixeira e São Torcato marcam a tarde na Palha Blanco

Miguel Ortega Cláudio faz a crónica da corrida deste domingo, na Praça Palha Blanco, em Vila Franca de Xira.

A Praça Palha Blanco abriu as suas portas, no domingo passado, para receber um Concurso de Ganadarias. Estas são corridas sempre interessantes, nas quais temos possibilidade de ver toiros de vários encastes (raças). Nesta corrida, em Vila Franca de Xira, o menu era variado. Desde o Condesso de Silva, ao Tamaron dos Campos de Coimbra de Higínio Soveral, ao Gamero Cívico de São Torcato, aos Parladé de Teixeira e o Domecq de Silva Herculano.

A corrida em si fica marcada pela bravura de dois toiros (Teixeira e São Torcato), de nota superior, e por uma lide genial de Francisco Palha.

Abriu a corrida um imponente toiro da ganadaria de António Silva, vencedor justo do prémio de apresentação. Toiro complicado e reservado, que punha a cara alta no momento do ferro. Manuel Ribeiro Telles não se entendeu com ele da melhor forma, deixando bons ferros intercalados com outros menos bons. A lide acabou por não romper.

O quarto, um malhado de capa, de Higínio Soveral, foi manso e difícil. Manuel sentiu as dificuldades de um toiro distraído e que se tapava no momento do ferro, sendo uma lide de difícil execução e de pouco brilhantismo.

O segundo da ordem foi um bonito São Torcato, bravo e com muita classe. Com ele, Francisco Palha pôs literalmente a Palha Blanco de pé! Uma lide genial, em que deu todas as vantagens ao bravo, ferros do outro mundo de praça a praça, com o toiro a vir de largo e com raça. Foi uma lide emocionante.

O quinto foi um sobrero de Teixeira, visto que o da ganadaria Passanha se tinha inutilizado nos curros. Foi um toiro encastado, vindo de menos a mais, terminando a lide em plano de bravo. Francisco Palha voltou a afirmar o cavaleiro que é: grandes ferros ao estribo daquele que é a grande relevação e triunfador da temporada de 2018 em Portugal.

Luís Rouxinol Jr. sorteou em primeiro lugar um toiro de Silva Herculano, castanho de capa, com pouca classe, mas que veio a mais com o decorrer da lide. O cavaleiro de Pegões andou em bom plano, deixando ferros de boa nota.

O sexto foi um Teixeira bravo, encastado, vindo a mais e mais... Com ele, Rouxinol teve uma grande lide, variada, encastado pelo triunfo de Francisco Palha não quis ficar atrás. Bons ferros, com o tradicional par de bandarilhas, palmo e um ferro sem as duas mãos nas rédeas.

Pegaram os amadores do Ribatejo, Barrete Verde e Ramo Grande.

Abriu praça o cabo Pedro Espinheira, à segunda tentativa. Também pelos do Ribatejo, foi cara no quarto da corrida, Rafael Costa, numa boa pega ao primeiro intento.

Pelos amadores do Barrete Verde, o cabo Marcelo Loia: superior à primeira tentativa e Diogo Amaro, à segunda tentativa, também numa boa pega.

Pelos do Ramo Grande (dos Açores), Luís Valadão à terceira tentativa e o cabo Manuel Pires, numa boa pega, à primeira tentativa.

Dirigiu a corrida João Cantinho, assessorado pelo médico veterinário Jorge Moreira da Silva.

Síntese da corrida:

Concurso de Ganadarias: António Silva, difícil; São Torcato, bravo; Silva Herculano, com pouca classe; Higínio Soveral, manso; Teixeira, extra concurso, encastado; Teixeira, bravo.

Prémio de Bravura: São Torcato e Teixeira.

Prémio Apresentação: António Silva

Artistas: Cavaleiros - Manuel Ribeiro Telles (Palmas e Silêncio); Francisco Palha (Duas Voltas e Volta); Luís Rouxinol Jr. (Volta e Volta

Forcados - Amadores do Ribatejo: Pedro Espinheira (Volta); Rafael Costa (Volta); Amadores do Barrete Verde: Marcelo Loia (Volta); Diogo Amato (Volta); Forcados Amadores do Ramo Grande: Luís Valadão (Palmas); Manuel Pires (Volta)

*As voltas à arena no final das lides são concedidas pelo diretor de corrida como prémio à qualidade da performance artística dos intervenientes ou pela bravura dos toiros.

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