FMM: A interculturalidade regressa a Sines

O Músicas do Mundo Sines vai prolongar-se até 30 de julho. O cartaz tem 47 concertos de artistas de 27 países e regiões.

As "nações esquecidas" voltam a ter voz no Castelo de Sines. Após dois anos de paragem devido à pandemia de covid-19 o Festival Músicas do Mundo regressou aos seus palcos de eleição: Porto Covo e Sines. Dois locais com uma oferta musical diversificada e onde várias culturas de encontram.

A 22.ª edição do evento prolonga-se até dia 30. O cartaz conta com 47 concertos de artistas de 27 países e regiões diferentes.

"Voltámos com um grande entusiasmo. O público já encheu Porto Covo e agora está tudo pronto para avançar. Houve uma certa precaução devido ao covid. Reduziu-se um pouco o número de concertos", afirmou o diretor artístico e de produção do FMM, Carlos Seixas, numa conversa com o DN.

O programa inclui ainda outras iniciativas paralelas de 27 a 30 de julho, como animação de rua com bandas, concertinas e cabeçudos, debates sobre música, uma feira do livro e de discos, uma visita guiada pelos bastidores do festival, exposições e workshops.

O festival desde a sua primeira edição em 1999, tem como objetivo valorizar o Castelo de Sines e mostrar a diversidade e a interculturalidade das músicas e artistas pelo mundo.

"Continuamos a luta pela diversidade cultural no circuito da música ao vivo. Privilegiamos os povos e as nações esquecidas. A filosofia é tentar dar voz a quem muitas vezes não a tem.",explicou.

Programação dos próximos dias

Hoje, o programa de concertos começa às 18:00 com o concerto da artista portuguesa Sara Correia, seguindo-se a brasileira Letrux, depois o grupo nigeriano Mdou Moctar, Flavia Coelho Soundsystem e Dubioza Kolektiv da Bósnia-Herzegovina. O palco Galp na Avenida Vasco da Gama vai receber o trio Kutu que junta França e a Etiópia e para finalizar o dia diretamente da Nigéria para Sines sobe ao palco Etuk Ubong.

Amanhã, estão confirmadas as atuações da brasileira Bia Ferreira, Albert Pla, da Catalunha, o francês James BKS, Ana Tijoux do Chile e o movimento Steam Down do Reino Unido no palco do Castelo. Nesse mesmo dia, a orquestra flat earth society da Bélgica e o Taraf da Caliu da Roménia vão estar presentes no Palco Galp.

No dia 29 de julho, a programação começa mais cedo, às 16:00, com o projeto The Secret Museum of Mankind no auditório do Centro de Artes de Sines. No palco do Castelo vão estar presentes a dupla portuguesa Fado Bicha, seguidos da portuguesa Dulce Pontes, o espanhol Niño de Elche e a jamaicana Queen Ifrica. O grupo português Club Makumba e o sexteto La Chiva Gantiva da Bélgica e da Colômbia estão marcados para o palco Galp.

No último dia do festival, 30 de julho, sobem ao palco do Castelo o português Pedro Mafama, a brasileira Ava Rocha, a cubana Omara Portuondo, a dupla Ladaniva da Arménia e França e o Seun Kuti juntamente com o grupo Egypt 80 da Nigério. Para terminar a programação, o Palco Galp conta com o grupo Re:imaginar Monte Cara composto por portugueses e cabo-verdianos, seguido pelo trio Guiss Guiss Bou Bess do Senegal e de França. Para acabar o dia, o dj set Batida B2B e o Dj Dolores vão atuar.

Todos os concertos situados no Palco Galp são de entrada gratuita. Os bilhetes diários para os concertos noturnos no Castelo variam entre 10 e 20 euros. Os passes para mais que um dia variam entre 30 e 50 euros.

mariana.goncalves@dn.pt

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