O escritor e professor universitário Onésimo Teotónio Almeida é o distinguido deste ano com o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural pelo seu contributo para “a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo”.“Como estudioso e ensaísta tem contribuído decisivamente para a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo, afirmando assim a cidadania cultural como um fator exemplar de expansão e desenvolvimento”, realçou o júri do prémio, ao qual presidiu o antigo ministro Guilherme d’Oliveira Martins, que anunciou o vencedor na passada sexta-feira, 3 de janeiro, dia em que o escritor Vasco Graça Moura completaria 84 anos.O júri justificou a escolha de Onésimo Teotónio de Almeida “em virtude da sua persistente ação enquanto professor e investigador de prestígio com provas dadas nos domínios do estudo e consolidação da língua, da literatura e da cultura portuguesas, em especial dos Estados Unidos da América”.O autor de Na Senda de Fernão Mendes (2013) reside desde 1972 nos Estados Unidos, para onde foi como aluno de pós-graduação na Brown University e onde continua a lecionar, tendo ajudado a criar o Centro de Estudos Portugueses e Brasileiros, atualmente já um departamento daquela universidade, o qual dirigiu de 1991 a 2003.Onésimo Teotónio Almeida nasceu há 79 anos no Pico da Pedra, na ilha de São Miguel, nos Açores, tendo estudado no Seminário de Angra do Heroísmo e feito o bacharelato na Universidade Católica de Lisboa.Como autor tem publicado em diferentes géneros - crónica, conto, teatro, poemas e ensaio. Entre as suas obras contam-se José Enes - Filósofo, Pedagogo e Mestre (2025), Diálogos Lusitanos (2024), O Século dos Prodígios (2018), A Obsessão da Portugalidade (2017), e Despenteando Parágrafos (2015).Em comunicado enviado à agência Lusa, a Estoril Sol – organizadora do prémio - sublinha que “Onésimo Teotónio Almeida é um dos grandes pensadores e prosadores, tendo mais de uma centena de ensaios e textos publicados em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos, Brasil, França e Inglaterra”.O Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, no valor de 20 mil euros, foi entregue pela primeira vez em 2016 ao ensaísta Eduardo Lourenço. Desde então foram já distinguidos o jornalista José Carlos Vasconcelos, o escritor e investigador Vítor Aguiar e Silva, a atriz Maria do Céu Guerra, o fadista Carlos do Carmo, o gestor e jurista Emílio Rui Vilar, o editor livreiro Zeferino Coelho, a pintora Graça Morais, o historiador José Pacheco Pereira e o escritor e investigador Helder Macedo.Além de Guilherme d'Oliveira Martins, o júri foi constituído por Maria Carlos Gil Loureiro, da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, presidente da Associação Portuguesa de Críticos Literários, Ana Paula Laborinho, diretora em Portugal da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura, pelo jornalista José Carlos de Vasconcelos, e, ainda, por Dinis de Abreu, a convite da Estoril Sol.A cerimónia da entrega do galardão “será anunciada oportunamente”..Lídia Jorge: “O prémio não é só para mim, é para as mulheres da literatura e para as que têm uma voz cívica”.Carla Pais vence prémio LeYa com 'A Sombra das Árvores no Inverno'