Carla Pais vence prémio LeYa com 'A Sombra das Árvores no Inverno'
Carla Pais é a vencedora do Prémio LeYa 2025 com o romance original A Sombra das Árvores no Inverno, escrito sob o pseudónimo de Aníbal Correia, anunciou o grupo editorial. A vencedora foi a escolhida entre os seis finalistas ao prémio, que teve 1460 candidatos, tornando a edição deste ano a "mais concorrida de sempre". As candidaturas vieram de 22 país, a maioria do Brasil (933) e de Portugal (416).
O júri, presidido por Manuel Alegre, decidiu por unanimidade, e justifica a escolha: "Com grande elegância de escrita, a autora traz, ao curso do enredo e ao trajeto íntimo e social das personagens, situações problemáticas e convulsas de candente atualidade na Europa, sobretudo decorrentes da imigração oriunda de África e do Próximo Oriente – e oscilantes entre a integração e a rejeição. Mas tudo surge numa ficção de envolvente dialética entre a dor da perda e o amor, memória e esquecimento, luto e revivescência, solidão e aconchego familiar, bem como numa dicção cativante da relação poética de cada ser humano com o mundo e consigo mesmo, à procura do seu lugar na vida».
Carla Pais nasceu em 1979, em Leiria, e vive em França. O seu primeiro romance, Mea Culpa (2017, Porto Editora), foi finalista do prémio APE 2018. O seu último livro, Um Cão Deitado à Fossa (2022, Porto Editora), foi galardoado com o prémio Cidade de Almada 2018 e o prémio SPA para o melhor livro de ficção narrativa 2023.
A Sombra das Árvores no Inverno será publicado com a chancela da LeYa nos primeiros meses de 2026.
Carla Pais sucede a Nuno Duarte, vencedor da edição de 2024, e é a segunda mulher a receber este prémio desde que foi lançado, em 2008, depois de Gabriela Ruivo Trindade, em 2013.
O júri foi constituído por José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Portugal), Isabel Lucas, jornalista e crítica literária (Portugal) Lourenço do Rosário, antigo Reitor da Universidade Politécnica de Maputo (Moçambique), Ana Paula Tavares, poeta e historiadora (Angola) e Josélia Aguiar, jornalista e historiadora (Brasil).

