Exclusivo Eles andam aí... 

O terror psicológico de Alex Garland em Men chamou a atenção em Cannes 2022. Um conto sobre uma mulher perseguida numa província inglesa por vários homens que podem ser apenas um. A toxicidade masculina encarnada por um ator colossal, Rory Kinnear.

Neste conto de terror que encantou a Quinzena dos Realizadores todos os homens são iguais. Todos têm o mesmo rosto, seja o vigário ou o dono do pub. A Inglaterra rural pode ser um puzzle de aparências cruzadas. A bem dizer, estamos perante a reformulação dos contextos do filme de terror britânico. É por aqui que se coze o jogo de Alex Garland em Men, fábula de medo sobre o universo do imaginário do "countryside" inglês em versão de reverberação com as novas formas de refletir a masculinidade tóxica e todos os inerentes efeitos da questão da vitimização.

Numa altura em que as agressões sexuais parecem não abrandar, um filme como este pode obrigar a uma reflexão séria sobre uma história da tradição da culpa masculina. The Wicker Man/O Sacrifício, de Robin Hardy, também em 1973 já abordava nos mesmos moldes questões de poder entre géneros. É quase como se fosse uma tradição britânica e este Men é sobretudo um comentário sob forma de metáfora sobre um mal estar estritamente british.

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