Ed Sheeran e Justin Bieber juntos para cantar "I don't care"

Os dois músicos mostraram a música nova esta sexta-feira de manhã.

Esta é a segunda vez que Ed Sheeran e Justin Bieber fazem uma canção juntos, depois da colaboração em Love Yourself, tema de 2015 para o álbum Purpose, de Bieber.

O novo tema chama-se I Don't Care, é produzido por Max Martin, Shellback e FRED e, com um ritmo bastante dançável, é uma homenagem dos músicos às mulheres das suas vidas. "Quanto estou contigo não me importo com mais nada", cantam eles. Resta saber se esta canção será a primeira de um disco novo e de qual deles.

No início da semana, o canadiano Justin Bieber, de 25 anos, e o britânico Ed Sheeran, de 28, já tinham publicado nas suas redes sociais uma pista sobre o que aí vinha:

Justin Bieber anunciou em março que iria fazer uma pausa na sua carreira para resolver alguns problemas pessoais. No entanto, essa pausa não durou muito: atuou com Ariana Grande em Coachella e já anunciou que está a preparar o seu quinto álbum.

Quanto a Ed Sheeran, já está mesmo a gravar o próximo disco. O seu último álbum foi lançado em 2017 com enorme sucesso. Foi o artista com a digressão internacional mais lucrativa de 2018, com 379 milhões de euros de receitas e 4,8 milhões de bilhetes vendidos. O músico já vendeu mais de 150 milhões de discos em todo o mundo e disputa o título de músico mais bem sucedido de sempre.

Ed Sheeran atua em Portugal nos dias 1 e 2 de junho no Estádio da Luz.

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...