O Convento de Cristo, em Tomar, e o Mosteiro da Batalha vão reabrir ao público na sexta-feira, 27 de fevereiro, depois dos encerramentos causados pelo impacto do mau tempo, anunciou a Museus e Monumentos de Portugal (MMP).“Com a reabertura destes dois monumentos inscritos na Lista de Património Mundial da UNESCO – com algumas áreas ainda com acesso condicionado -, ficam em funcionamento todos os equipamentos culturais sob gestão da MMP que haviam sido temporariamente encerrados devido ao mau tempo”, indicou a empresa pública, em comunicado.A MMP recordou que os encerramentos dos dois monumentos nacionais aconteceram devido a “danos provocados pelo temporal, designadamente ao nível de fachadas, vidros e coberturas", assim como pela "queda de árvores nas áreas envolventes”.“Concluída a fase de resposta imediata e reunidas as condições de segurança, inicia-se agora a etapa das intervenções de manutenção e conservação necessárias à reposição integral das condições dos imóveis, em articulação com a tutela e as entidades competentes”, acrescentou a MMP.Mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades deste mês, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado, como o Convento de Cristo, em Tomar, a apresentarem "danos graves", segundo um balanço divulgado no dia 12 pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.A "destruição total" da Charolinha da Mata dos Sete Montes, junto ao Convento de Cristo, e de complexos arqueológicos do Forte Novo, em Loulé, estavam entre os casos mais severos sinalizados em museus, monumentos, sítios ou igrejas nos concelhos de Aveiro, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Estremoz, Figueira da Foz, Leiria, Lisboa, Loulé, Montalvão, Nisa, Penela, Pombal, Santa Comba Dão, Tomar, Torres Novas, Ansião, Alvaiázere e Ferreira do Zêzere.As obras de recuperação deverão exigir um investimento de cerca de 20 milhões de euros, segundo a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em declarações feitas no começo de fevereiro, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro. .Ministro garante que obra da A1 estará "cem por cento concluída” até final da semana.Endesa diz que barragem de Girabolhos foi cancelada em 2016 pelo Governo