Concertinas em terras germânicas e austríacas

Danças Ocultas fecham digressão de sete datas na Alemanha e Áustria para apresentação de "Dentro desse mar". Concerto em Viena conta com Dom La Nena.

Quando esta quinta-feira à noite os Danças Ocultas subirem ao palco da Treibhaus, em Innsbruck, Áustria, para trás fica uma digressão de sete datas por terras germânicas e austríacas de apresentação do disco Dentro desse mar, revelado em setembro passado.

Já nesta quarta-feira, o palco da Wiener Konzerthaus, na capital austríaca, fica entregue ao quarteto de concertinas e à voz e ao violoncelo de Dom La Nena, uma das mais singulares cantoras e compositoras brasileiras (com ascendência francesa) da atualidade.

Em entrevista ao DN, quando do lançamento do novo álbum, Artur Fernandes e Filipe Cal reconheciam uma diferença entre os públicos que os ouve em palcos nacionais e aqueles que os encontram por esse mundo.

"Há uma diferença que notamos na faixa etária dos públicos: em Portugal, o público é muito mais jovem. No centro da Europa, onde tocamos mais, Áustria, Alemanha, Suíça, a faixa etária anda para cima dos 45/50, é um público que se fidelizou às salas, que vai duas a três vezes por semana a espetáculos, está disponível para ver coisas que não conhece."

Esta curta digressão teve passagens pelas cidades alemãs de Freiburg, Esslingen, Dreieich, Langenau e Karlsruhe, antes dos dois concertos desta quarta e quinta-feira em Viena e Innsbruck, na Áustria.

O encontro desta quarta-feira à noite em Viena é o regresso de uma cumplicidade que já se traduziu em disco, no EP Arco, de uma beleza cristalina que se joga no diálogo entre a voz humana e as vozes das concertinas e do violoncelo. Como referiram Artur Fernandes e Filipe Cal, na referida entrevista, é uma ponte fácil de estabelecer. "A Dom La Nena tem uma linguagem bastante próxima [da nossa]", diziam, ao explicar os pontos de contacto que estabeleceram com outros artistas.

Para já, o regresso a palcos portugueses dá-se a 6 de abril, no Auditório da Batalha, para o 37º Festival de Música em Leiria, depois dos primeiros concertos de apresentação de Dentro desse mar, disco no qual as concertinas ensaiam um encontro com os sons de outras latitudes, entre o Brasil e África.

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