Atriz de 'Orange Is The New Black" acusa Geoffrey Rush de comportamento inapropriado

Ator australiano, que já foi acusado de assédio por outra atriz com quem contracenou, nega as alegações feitas por Yael Stone num artigo publicado no 'The New York Times'.

Yael Stone, atriz australiana de 33 anos conhecida pelo papel de Lorna Morello na série Orange Is The New Black (Netflix), é a segunda atriz que acusa Geoffrey Rush de comportamento sexual inapropriado. O ator de 67 anos, vencedor de um Óscar, de um Emmy e de um Tony (entre outros galardões), nega as acusações.

Num artigo publicado no The New York Times intitulado "O custo de contar uma história do #MeToo na Austrália", Stone revela como o ator de Shine ou de vários filmes da série Pirata das Caraíbas dançou "totalmente nu" em frente dela no camarim de uma maneira "brincalhona e divertida", usou um espelho para vê-la tomar banho e enviou-lhe mensagens eróticas. Os dois contracenaram na peça "O Diário de Um Louco" em Sydney.

"Acredito que atuava com uma intenção brincalhona, mas senti que não havia nenhum lugar em que pudesse sentir segura e sem ser observada", disse Stone ao jornal norte-americano sobre a acusação do duche. A atriz tinha então 25 anos e admite que não lhe disse "não", tendo em algumas ocasiões encorajado algum do seu comportamento - nomeadamente no que diz respeito a trocas de mensagens - "por receio de ofender um mentor e amigo".

O The New York Times inclui a resposta de Rush, que considera as acusações "incorretas e em algumas situações totalmente retiradas de contexto". O comunicado inclui um pedido de desculpas: "Lamento sinceramente e profundamente se lhe causei algum mal. Isso, certamente, nunca foi minha intenção. Quando contracenámos n'O Diário de Um Louco há oito anos, acreditei que estávamos envolvidos num viagem enquanto camaradas artistas".

As acusações de Stone coincidem com o processo que Rush interpôs contra a News Corp na Austrália, por causa de artigos que publicou depois de outra atriz, Eryn Jean Norvill, ter apresentado uma queixa interna contra o ator, quando contracenavam na peça Rei Lear, em 2015 e 2016. A decisão judicial é esperada no início de 2019.

Os especialistas dizem que as leis de difamação na Austrália tornam difícil para as pessoas falarem sobre acusações de abuso sexual por parte de figuras públicas, já que cabe a quem faz as acusações de difamação prová-lo (ao contrário de outrospaíses, onde cabe ao acusado provar que as acusações são falsas).

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