Ator da série "Empire" afastado dos últimos episódios depois de se entregar à polícia

No final de janeiro, Jussie Smollett afirmou ter sido espancado por dois homens, que teriam gritado insultos racistas e homofóbicos. Depois de ter sido acusado de inventar a história, entregou-se às autoridades.

Jussie Smollett, ator de "Empire", será afastado dos dois últimos episódios da série, depois de ter sido acusado de fingir um ataque racista e homofóbico. Segundo a CNN, a decisão dos produtores da FOX pretende "evitar mais interrupções" na série.

"Os eventos das últimas semanas foram incrivelmente emocionantes para nós. Jussie tem sido um membro importante da família Empire nos últimos cinco anos, e estamos profundamente preocupados com ele", disseram em comunicado. "Embora as acusações sejam muito perturbadoras, confiamos no sistema judicial enquanto o caso avança", afirmaram.

O papel de Jamal Lyon, interpretado por Jussie, será então removido dos dois últimos episódios da quinta temporada da série, filmados em Chicago. Em causa, conta a CNN, está o facto de o ator ter sido acusado de pagar 3.500 dólares a dois homens para o atacarem.

Em janeiro, o ator afirmou ter sido vítima de um ataque homofóbico e racista levado a cabo por dois homens nigerianos, o que gerou uma enorme onda de apoio por parte das estrelas e produtores de Hollywood. No entanto, os media americanos avançaram a informação de que a polícia suspeitava que Jussie Smollet teria pago aos dois homens, os irmãos Ola e Abel Osundairo, para o atacarem.

Esta quarta-feira, um porta-voz da polícia de Chicago confirmou as suspeitas, e o ator, que se entregou às autoridades na quinta-feira, foi acusado de "conduta desordeira e de apresentar um falso relatório policial" - crimes punidos com uma pena de prisão de um a três anos.

O ator, assumidamente gay, disse ter sido vítima de insultos raciais e homofóbicos num ataque em que lhe teriam batido, lançado uma substância química sobre ele, e posto uma corda à volta do pescoço. Segundo a versão de Jussie, os atacantes teriam também feito referências à América "great again" de Donald Trump.

Em comunicado, Todd Pugh e Victor Henderson, advogados do ator, afirmaram que "como qualquer outro cidadão, o senhor Smollett goza de presunção de inocência, sobretudo quando houve uma investigação como esta, onde tem existido repetida fuga de informação, verdadeira e falsa."

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