Agente de Sam Neill esclarece causa de morte "súbita" do ator
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Agente de Sam Neill esclarece causa de morte "súbita" do ator

O protagonista de Jurassic Park venceu o linfoma antes de sucumbir a uma pneumonia, aos 78 anos, afirmou o seu representante em comunicado.
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O ator Sam Neill, célebre pelo seu papel como Alan Grant na saga Jurassic Park, morreu na passada segunda-feira, 13 de julho, aos 78 anos, em Sydney, na Austrália, devido a uma pneumonia. A clarificação da causa da morte foi feita pelo seu agente de longa data, Philip Grenz, num comunicado emitido esta quinta-feira (16) para desmentir "imprecisões e falsidades" que têm circulado nos media desde que a família anunciou a morte do artista, que apenas a descrevia como "súbita e inesperada".

A surpresa com o desaparecimento deveu-se ao facto de Neill ter anunciado recentemente que estava livre do cancro, após ter combatido um linfoma não-Hodgkin agressivo, diagnosticado há três anos.

"O Sam morreu de pneumonia. Antes de adoecer, o Sam tinha combatido heroicamente e vencido o linfoma através de um novo tratamento chamado terapia CAR-T", afirmou Grenz, citado pelos media internacionais, sublinhando que o ator se manteve extremamente ativo no último ano, tendo gravado quatro projetos consecutivos que serão lançados nos próximos meses.

Cerimónia privada na quinta de família

De acordo com este representante, a família planeia realizar uma cerimónia fúnebre privada na quinta do ator, localizada na região de Central Otago, na Nova Zelândia.

Sam Neill, descrito como um homem "intensamente reservado" e que "detestava alaridos", será homenageado numa data ainda por definir.

A família do ator já tinha solicitado que, em vez de flores, fossem feitas doações para a Dunstan Hospital Foundation (da Nova Zelândia), para a Snowdome Foundation (uma instituição de investigação do cancro do sangue) ou para organizações dedicadas à conservação da fauna e flora neozelandesas.

A morte do ator de origem norte-irlandesa mas radicado na Nova Zelândia gerou uma onda de homenagens por parte de colegas de profissão. Laura Dern, que contracenou com ele no filme de 1993 realizado por Steven Spielberg, descreveu-o como um "verdadeiro e nobre cavalheiro" e um amigo de uma vida dotado de um "humor finíssimo". Jeff Goldblum, outro dos protagonistas do icónico filme, despediu-se nas redes sociais escrevendo: "A próxima grande aventura começa. Amor, sempre e para sempre."

Cillian Murphy, que partilhou o ecrã com Sam Neill nas primeiras duas temporadas da série Peaky Blinders — onde o falecido ator interpretou o implacável Major Chester Campbell —, recordou-o como "uma das pessoas mais gentis, divertidas e doces, e um dos melhores atores" com quem já trabalhou. Outras figuras públicas, como os atores Richard E. Grant e Daisy Ridley, e a cantora Kylie Minogue, também prestaram as suas sentidas homenagens.

Uma carreira de sucesso e um enólogo

Nascido em Omagh, na Irlanda do Norte, Sam Neill mudou-se muito jovem para a Nova Zelândia. Conquistou a atenção da crítica em 1977 com o thriller Sleeping Dogs, mas foi o sucesso mundial de Jurassic Park que o catapultou para o estrelato global, papel que viria a repetir em Jurassic Park III e, mais recentemente, em Jurassic World Dominion (2022). No seu currículo contam-se ainda participações de relevo em obras aclamadas como O Piano, de Jane Campion, A Caça ao Outubro Vermelho e Hunt for the Wilderpeople, de Taika Waititi.

Fora do grande ecrã, Neill dedicava-se apaixonadamente à Two Paddocks, uma premiada propriedade vinícola e quinta que fundou em 1993 na Nova Zelândia, adjacente à propriedade do seu amigo e realizador Roger Donaldson.

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