A mulher disse-lhe: "Precisas de uma série assim." E Walton Goggins entrou na 2.ª temporada

Walton Goggins é o novo protagonista da segunda temporada de Deep State, a primeira série produzida pela Fox Europa e África. O DN falou com ele durante as filmagens na Cidade do Cabo.

A segunda temporada de Deep State estreia-se na próxima segunda-feira, 13 de maio, na Fox. Os novos episódios trazem novas personagens e cenários. O Mali é o novo pano de fundo da série de espionagem. O DN visitou, em outubro de 2018, alguns dos cenários na Cidade do Cabo, na África do Sul, e falou com os protagonistas da série. Walton Goggins, a nova personagem, dá vida a Nathan Miller, um ex-agente da CIA recrutado pelo Deep State, que pensava estar a fazer a coisa certa e a ajudar o seu país. Uma certeza que perde pelo caminho.

Chega a Deep State na segunda temporada. Qual foi o maior desafio?
O maior desafio é chegar a uma série que já está estabelecida visualmente e que tem um estilo. Mas a escrita do Matthew [Parkhill, que lidera a equipa de argumentistas] é tão boa que torna muito fácil pintar um mundo tridimensional. Vejo esta pessoa que ele criou de uma maneira que é uma boa contribuição para a história. Ele explorou o deep state de muitas maneiras na última temporada e agora consegue maneiras diferentes. Estou a divertir-me imenso.

Viu a primeira temporada?
Esta série saiu em junho na América. Nessa altura, a cara do Mark Strong [o protagonista da primeira temporada] estava em todo o lado em Los Angeles e a minha mulher disse: "Precisas de ter uma série como esta." Sempre quis fazer um papel como este, e quando mo ofereceram, eu estava num sítio onde nem o trailer conseguia ver. Só quando cheguei à África do Sul pude ver a série. Vi tudo e... é tão boa. Sou fã.

E isso aumentou a pressão?
Não sinto a pressão de dar continuidade ao trabalho do Mark ou do elenco. Quero estar à altura de fazer um trabalho que vem do coração e que vem do coração do Matthew [Parkhill] e como único americano. Quero desesperadamente continuar a andar no nível em que eles andaram. Para eu dizer sim a alguma coisa ou a alguém tem de significar isso tudo para mim. E esta série significa isso tudo para mim. Tenho-me divertido muito a interpretar Nathan Miller, como fiz outras personagens. Apaixonei-me por tudo, personagem, elenco, argumentista.

Disse numa entrevista que não queria ser Brad Pitt, queria apenas contar uma boa história. Deep State é essa boa história?
Toda a gente pensa que quer ser um Leonardo [DiCaprio] ou um Brad [Pitt], mas eu quero ser fucking Walton Goggins. E quero expressar a minha verdade e a minha experiência com as escolhas que pude fazer com as coisas que surgiram no meu caminho. Tenho tido muita sorte na minha carreira com coisas que me desafiaram, mas também me permitiram escolher coisas que me apaixonavam, e acho que este papel é um desses casos. Nathan Miller era uma das três personagens que eu sempre quis interpretar. Este tipo de pessoa a mover-se pela geopolítica da maneira que ele faz. Estou muito grato por isso.

O público gosta mais de histórias de teorias da conspiração?
Acho que as pessoas são atraídas por histórias com qualidade investigativa. Todos nos identificamos com pessoas que revelem verdades. E participarmos numa história que está prestes a tirar as camadas de uma cebola para revelar alguma coisa, que magoa pessoas ou ajuda pessoas, queremos embarcar nessa viagem. Não acho que seja apenas o Deep State ou o caráter conspirativo, que apenas abrange uma franja da sociedade - e espero que eles vejam a série -, mas para a maior parte das pessoas é mais sobre ver realmente o que se passa no mundo e vê-lo de ângulos diferentes e tentar chegar à verdade de como as coisas realmente funcionam.

Acha que podia ser um agente secreto, como a sua personagem?
Sou muito bom a guardar segredos, e não apenas os meus. Se um amigo me conta alguma coisa eu não digo, nem à minha mulher, e ela faz o mesmo. Acho que seria um espião razoável, mas acho que este sorriso é tão identificável, que se eu dissesse que era russo ou da África do Sul alguém diria logo "não és". Nem era preciso um software de identificação facial para me identificarem, é uma cara muito identificável.

A jornalista viajou a convite da Fox.

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