Exclusivo A Bomba que continua a ameaçar-nos

Texto e desenhos de grande qualidade, somados ao rigor histórico, fazem deste livro de Alcante, Bollée e Rodier uma leitura obrigatória para quem quer perceber o mundo em que vivemos.

A coincidir esta semana com os 75 anos da Independência da Índia e do Paquistão, irmãos-inimigos com três guerras no historial, um estudo científico estimou que "mesmo um conflito militar nuclear limitado" entre ambos "mataria dois mil milhões de pessoas no mundo inteiro". E dos seis cenários estudados pela americana Rutgers University, esta guerra entre as duas potências da Ásia do Sul nem sequer seria a mais mortífera. Um conflito nuclear total entre os Estados Unidos e a Rússia, dois países que detêm juntos 90% do arsenal global, provocaria a morte de cinco mil milhões de pessoas, mais de metade da humanidade. Parte das vítimas seria causada pelas próprias bombas, mas a mortandade prosseguiria não só por causa da radioatividade, mas também por impactos vários, desde a total perturbação das redes de comércio alimentar mundial, até às imediatas alterações climáticas.

O sucesso internacional que está a ter A Bomba, uma BD em dois volumes agora editada pela Gradiva, talvez se explique por esta consciência de que a ameaça de um conflito nuclear nunca foi tão forte desde o fim da Guerra Fria, sobretudo depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia e a NATO ter vindo em auxílio de Kiev, fornecendo armas, mas não tropas, a linha vermelha para Moscovo.

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