Sonda chinesa envia a sua primeira foto de Marte

Lançada no final de julho, a sonda vai começar a desaceleração por volta de 10 de fevereiro, para entrar em órbita antes de pousar no planeta vermelho em maio.

A sonda espacial chinesa Tianwen-1, que vai a caminho de Marte, enviou nesta sexta-feira a sua primeira imagem do planeta vermelho, informou a agência espacial nacional (CNSA).

Lançada no final de julho pela China, a sonda "está estável e deve desacelerar por volta de 10 de fevereiro, entrar em órbita e pousar na planície Utopia, no hemisfério norte de Marte, em maio".

"O local de pouso fica na encruzilhada de vários oceanos antigos", explicou. "Os cientistas acreditam que este local tem grande valor científico e é provável que alcance resultados inesperados", descreveu.

A primeira foto recebida na Terra do planeta vermelho parece mostrar um conjunto gasoso e o que parecem ser crateras.

A imagem a preto e branco foi tirada a cerca de 2,2 milhões de quilómetros de Marte, de acordo com a agência espacial chinesa e mostra Valles Marineris (vales próximos do equador do planeta vermelho), Schiaparelli (uma vasta cratera) e a planície de Acidalia Planitia, especifica a CNSA.

Tianwen-1 é composta por três elementos: um orbitador (que irá orbitar em torno do planeta), um módulo de pouso e um robot de controlo remoto com rodas (encarregado de analisar o solo).

O diretor de ciência e tecnologia da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, Bao Weimin, disse que a desaceleração vai ser crucial para o sucesso da missão porque, se falhar, tornar-se-á uma "nave perdida" no sistema solar.

"Durante a operação, os sistemas de orientação, navegação e controlo desempenharão os papéis principais, pois serão responsáveis por calcular e ajustar cada manobra", apontou Bao.

A nave já realizou três correções de meio curso e uma manobra orbital no espaço profundo, de acordo com o jornal oficial Diário do Povo.

A agência espacial do país asiático tem pelo menos outras três missões deste tipo programadas: a exploração de asteroides, por volta de 2024; outra missão a Marte para recolher amostras, em 2030; e outra missão de exploração, no mesmo ano, a Júpiter.

Nos últimos anos, Pequim investiu intensamente no seu programa espacial e, em janeiro de 2019, a sonda lunar Chang'e 4 pousou no lado oculto da Lua, não visível da Terra, um marco nunca alcançado na história da exploração espacial.

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