A ministra do Ambiente reiterou esta quarta-feira (8 de julho) a necessidade de serem colocados mapas informativos nas praias para esclarecer a organização das zonas concessionadas, considerando que a medida ajudará a evitar polémicas sobre a instalação de chapéus-de-sol.Maria da Graça Carvalho falava aos jornalistas à margem da inauguração da nova Estação de Água para Reutilização (ApR) de Vilamoura, no concelho de Loulé, distrito de Faro, quando questionada sobre a polémica em torno da colocação de chapéus-de-sol em frente às áreas concessionadas em várias praias da região algarvia.A governante explicou que a elaboração destes mapas resulta de uma recomendação sua e não de uma obrigação prevista na lei."O mapa foi uma recomendação minha, não está na lei", afirmou, acrescentando que apresentou a proposta numa reunião com os presidentes das câmaras dos municípios onde se têm registado mais problemas relacionados com esta matéria.Segundo Maria da Graça Carvalho, os autarcas receberam bem a sugestão e manifestaram disponibilidade para a concretizar."Eu acho que [os mapas informativos] resolvem muito", sustentou.A governante reconheceu que a sinalização física nas praias "é difícil de implementar, uma vez que seria necessário assinalar não só a extensão longitudinal das áreas concessionadas, mas também o seu limite em direção ao mar"."É difícil a sinalética (…), porque também precisa de pôr a sinalética na distância até ao mar, para saber até onde é que vai, se vai até ao mar a zona restrita ou não", explicou.Por isso, defendeu que a solução passa pela disponibilização de um mapa simples que identifique claramente as diferentes zonas da praia."A melhor maneira é ter mesmo um mapazinho a dizer ‘aqui é a concessão, aqui é a zona que não é nada, que fica completamente livre, e ali é a zona dos chapéus’", afirmou.A ministra acrescentou que estes mapas serão úteis tanto para os banhistas como para as entidades responsáveis pela fiscalização."É importante que as pessoas saibam, e depois é um guia para as pessoas e também para as autoridades, nomeadamente as autoridades marítimas", concluiu.