Bebidas quentes aumentam o risco de algumas formas de cancro no esófago
Um estudo liderado pela Universidade de Oxford revelou que o consumo de bebidas muito quentes, como o chá ou o café, aumenta em mais de 70% a probabilidade de carcinoma espinocelular do esófago, uma forma de cancro que afeta essa parte do corpo.
Uma das conclusões indica mesmo que deixar arrefecer as bebidas pode servir como uma forma eficaz de prevenção dessa forma de cancro, podendo mesmo evitar um em cada sete casos no caso do Reino Unido. Porém, no que toca ao adenocarcinoma, outra forma de cancro no esófago, o consumo de bebidas quentes não aumentam esse risco.
As conclusões baseiam-se na análise ao consumo de bebidas quentes por 980 mil pessoas no Reino Unido, segundo participantes durante 14 anos para perceber a evolução dos seus hábitos e do estado de saúde. Nas observações, os investigadores notaram “uma tendência clara no risco entre as categorias de temperatura auto-declaradas”.
Ao jornal The Guardian, Fiona Osgun, responsável da Cancer Research UK, instituição que ajudou ao financiamento do estudo disse que não é fácil determinar qual é a temperatura certa ou quanto tempo deve uma bebida arrefecer para não ser perigosa”.
“Mas, se estiver preocupado, sugerimos que espere até que esteja a uma temperatura confortável para beber, em vez de a beber enquanto ainda estiver muito quente”, acrescentou, sublinhando que os cafés e restaurantes não devem ainda assim começar a servir as bebidas a temperaturas baixas.

