Demissão de secretário de Estado da cultura pedida por manifestantes

O repto foi lançado na manifestação de Lisboa pela realizadora Leonor Teles, que aponta a Miguel Honrado "falta de credibilidade"

A realizadora Leonor Teles disse hoje que o secretário de Estado da Cultura se devia demitir, porque a tutela "não tem credibilidade, não tem ideias, não tem capacidade de diálogo, nem respeita as regras básicas de um Estado de Direito".

A realizadora, que faz parte da Plataforma do Cinema, falava numa das intervenções da concentração de artistas que decorre no Rossio, em Lisboa, em frente ao Teatro Nacional D. Maria II, convocada na sequência da divulgação dos resultados provisórios dos concursos do programa de apoio sustentado da Direção Geral das Artes (DGArtes), para 2018-2021.

A concentração reúne profissionais da Cultura de várias áreas, designadamente do teatro, cinema e televisão, que aplaudiram o apelo da cineasta para a demissão do secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado.

"O Estado tem na Constituição o apoio à Cultura como obrigação", foram algumas das palavras de ordem gritadas nesta concentração, onde os manifestantes exibem uma tela vermelha onde está inscrito a branco "1%", sinalizando uma das exigências repetidas pela classe artística: "Um por cento do Orçamento do Estado para a Cultura".

Rita Blanco, João Botelho, Jorge Silva Melo, Rita Lello, Maria Rueff, João Lourenço, Carlos Avilez, Miguel Seabra, Miguel Guilherme, António Pires e Mariana Monteiro são alguns dos profissionais da cultura que estão presentes na concentração.

Nesta manifestação marcaram também presença Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, e Elisa Apolónia do Partido "Os Verdes", que vieram mostrar solidariedade com a luta dos trabalhadores da Cultura.

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