PS quer que bairro do Leal como cooperativa de habitação

O PS/Porto criticou hoje a degradação e abandono do bairro do Leal, onde "a maioria das casas são da Câmara", e defendeu a cedência do espaço a uma cooperativa de habitação como solução para o problema.
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"Este antigo bairro operário está num estado de completo abandono e degradação. A maioria das casas são municipais e, apesar de se localizarem na zona que a Câmara considera prioritária -- na baixa -, o que domina é o abandono e o desleixo", criticou Manuel Pizarro, presidente da concelhia do PS/Porto, em declarações à Lusa. O socialista considera que a solução para o bairro pode ser "similar à que foi usada para o bairro da Bouça", passando pela "cedência do direito de superfície a uma cooperativa de habitação". É isso que os vereadores do PS na Câmara do Porto vão propor na próxima reunião do executivo.

"Apresentarão uma proposta para estudar a concessão do direito de superfície a uma cooperativa, a quem caberá estudar uma solução que incorpore os proprietários privados e a associação de moradores e que permita construir no resto do espaço", adiantou Manuel Pizarro. A cooperativa teria, assim, por missão "reabilitar o bairro, conseguindo boas condições para os moradores e trazendo mais gente para a baixa" do Porto. "A solução para a baixa não pode passar apenas por casas que custam dois mil euros o metro quadrado", alertou, referindo-se aos apartamentos que a Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto não conseguiu vender no quarteirão do Corpo da Guarda. Lembrando que o presidente da autarquia, Rui Rio, disse que não ia investir no Cinema Batalha por se tratar de um equipamento privado, Pizarro alertou que no bairro do Leal o problema "é propriedade pública".

Manuel Pizarro revela que a associação de moradores do bairro do Leal tem, no local, 16 habitações, construídas "a seguir ao 25 de Abril" de 1974. De acordo com o socialista, existiam no bairro "50 a 60 fogos", estando actualmente habitados apenas "cinco ou seis, de proprietários privados". Alguns foram "demolidos", restando "30 a 40 casas devolutas, propriedade da Câmara", acrescentou.

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