"Os antigos presidentes são como jarrões chineses. Muito bonitos mas ninguém sabe onde os pôr"

O "congressista" Paulo Portas chegou ao Congresso espirituoso e bem disposto. "Poder começar de novo aos 53 anos é uma sensação de desprendimento muito reconfortante", declarou.
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Paulo Portas, que este sábado se despediu de 16 anos de liderança do CDS, mantém o tabu sobre qual vai ser o seu destino profissional. "Na altura certa, dir-vos-ei. Compreendam que implica terceiros e só quando chegar o momento certo poderei informar-vos. São vários projetos", disse aos jornalistas.

"Chegar aos 53 anos e poder começar tudo de novo é uma sensação de desprendimento muito reconfortante, asseverou.

Aproveitou os holofotes das câmaras para prestar uma homenagem aos seus assessores de imprensa, Pedro Salgueiro e Miguel Guedes, "que tanto me ajudaram na relação e na comunicação com todos vós".

Já de saída, bem animado, ainda exclamou para João Almeida, seu vice-presidente e futuro porta-voz da Comissão Executiva: "sabes o que dizia o Felipe Gonzalez [ex-presidente do PSOE espanhol]? Que os antigos presidentes são como os jarrões chineses. São muito bonitos mas ninguém sabe onde os pôr". Almeida soltou uma gargalhada, provavelmente pensando que Portas nunca deixará de ter o seu lugar no CDS. Desde logo através de pessoas como ele próprio, que ajudou a formar no combate político e estão agora na liderança com Assunção Cristas.

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