Moscovo acusa Kiev de atingir solo russo numa ação de retaliação

Rússia disse esperar provas concretas de que um míssil que sobrevoou o espaço aéreo da Polónia (e da NATO) é seu e só depois comentará o incidente.
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Um ataque atribuído por Moscovo ao exército ucraniano fez ontem 14 mortos e 108 feridos em Belgorod, cidade próxima da fronteira, segundo um relatório do Ministério russo das Situações de Emergência. "De acordo com as últimas informações, 12 adultos e duas crianças morreram em Belgorod. Além disso, 108 pessoas, incluindo 15 crianças, ficaram feridas", escreveu na rede social Telegram. O Ministério da Defesa russo fala em ação de retaliação.

Estes ataques acontecem um dia depois de ataques em massa da Rússia contra várias cidades em toda a Ucrânia, incluindo a capital, terem provocado a morte de pelo menos 39 pessoas e feito mais de 160 feridos, indicou ontem o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Também este sábado, o Ministério da Defesa russo afirmou que um total de 32 drones ucranianos tinham sido neutralizados nos setores de Bryansk, Kursk e Orel, a norte da fronteira ucraniana, bem como em Moscovo.

Sobre os ataques ucranianos que atingiram alvos em solo russo, o Ministério da Defesa deu a entender que seriam uma retaliação. "O regime de Kiev, que cometeu este crime, está a tentar desviar a atenção das derrotas na frente e também nos provocar a ações semelhantes", referiram em comunicado. "Enfatizamos que as Forças Armadas Russas trabalham apenas em instalações militares e infraestruturas diretamente relacionadas a elas. Continuaremos a fazê-lo. Este crime não ficará impune".

Kiev nunca reconheceu responsabilidade pelos ataques em território russo ou na Crimeia. No entanto, os ataques aéreos de maior envergadura contra a Rússia seguiram-se a ataques pesados a cidades ucranianas, segundo a AP.

Sexta-feira ficou ainda marcada por um míssil ter sobrevoado a Polónia (país da NATO), e antes de desaparecer dos radares, foram dadas indicações que se tratou de um míssil russo, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco.

Ontem, Andrey Ordash, ministro-conselheiro da embaixada russa na Polónia, disse que Moscovo não iria comentar o acontecimento até que Varsóvia apresentasse ao Kremlin provas concretas de uma violação do espaço aéreo.

Os Estados Unidos já manifestaram disponibilidade para ajudar a Polónia na investigação ao objeto aéreo que violou o seu espaço aéreo. A oferta de assistência foi feita pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, ao seu homólogo polaco, Jacek Siewiera, durante um telefonema. Não foi especificado se o Executivo polaco aceitou a ajuda, mas indicou que Siewiera demonstrou gratidão pelo apoio de Washington, segundo um comunicado da Casa Branca.

Com Agências

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