Morreu Aleixei Leonov, o primeiro ser humano que deu um passeio no espaço
Alexei Leonov, da primeira geração de cosmonautas da ex-União Soviética - a mesma de Yuri Gagarine, o primeiro ser humano a ir ao espaço, em 1961 -, morreu este mês, noticiou a agência de notícias russa Tass.
Leonov teve a sua quota-parte de fama nos primeiros anos da era espacial, quando em 1965, se tornou o primeiro a fazer um passeio espacial fora da sua nave.
Foi uma curta "caminhada", de apenas 12 minutos, durante os quais o cosmonauta flutuou junto à sua frágil cápsula espacial, agarrado a ela apenas por um cabo, mas foi o suficiente para demonstrar que era possível sobreviver naquelas condições, e para ficar na História.
Foi por pouco, aliás, que a sua curta mas extraordinária aventura não terminou em tragédia, quando o seu fato insuflou e quase não lhe permitiu regressar ao porto seguro da sua nave. Valeu-se a experiência, o sangue-frio, e um pouco de sorte.
"Não é possível compreender isto. Só lá fora se consegue compreender a grandeza imensa de tudo o que nos rodeia", contou mais tarde, sobre o que sentiu durante aquela curta experiência, que quase lhe custou a vida, mas que o marcou para sempre.
Depois da morte do herói Gagarine, Leonov tornou-se um dos mais proeminentes cosmonautas da ex-União Soviética e foi ele quem liderou, do lado soviético, a histórica missão Soyus-Apolo, em conjunto com os Estados Unidos, e que reuniu no espaço pela primeira vez, em 1975, homens do espaço de ambos os blocos políticos.
Leonov esteve ainda na calha para ser um dos primeiros cosmonautas soviéticos a pisar a Lua, mas foram os americanos quem venceu a corrida, e o programa soviético da Lua acabou por ser cancelado, após alguns falhanços de alunagem não tripulada por parte dos soviéticos.
Depois de terminar a sua carreira como cosmonauta, Alexei Leonov mudou-se para a indústria e dedicou-se também à política. E não parou por aí. O histórico cosmonauta russo foi também autor de vários livros e publicações científicas, além de ter pintado algumas centenas de quadros. Aguns dos seus trabalhos gráficos foram usados em selos de correio na ex-União Soviética.