Guerra entre Israel e o Hamas dividiu ainda mais o Mundo

A semana foi praticamente dominada pelas notícias sobre a troca de acusações e bombardeamentos entre Israel e o Hamas. A que se juntou a visita de vários políticos que tentaram acalmar os ânimos. Por cá, além de mais uma reunião que não deu resultados entre o ministro da Saúde e os sindicatos o destaque vai para a decisão do Presidente da República de pagar uma noite numa pensão a um professor.
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Marcelo paga quarto por uma noite a professor deslocado

Entre os vários protestos que têm surgido no país, um houve que cruzou dois temas muito presentes nos últimos meses: a falta de habitação e a colocação dos professores. E se o protesto deste sábado não foi propriamente inédito -- um docente, Rui Garcia de seu nome, foi mostrar a sua indignação para a porta do Palácio de Belém pelo facto de ter sido chumbada a sua candidatura a um local para viver enquanto está colocado em Elvas, a 400 quilómetros de casa -- já o que se seguiu ultrapassou as suas expectativas. Recebido por assessores do Presidente da República, a quem pediu para explicarem a Marcelo Rebelo de Sousa que vive numa carrinha a que chama "T0", acabou por ser surpreendido por uma oferta do PR: uma noite paga numa pensão. "O senhor Presidente pagou do seu bolso um quarto onde eu posso tomar o meu banhinho e fazer a minha dormida", contou. É certo que Marcelo não resolveu o problema do professor, que continua sem casa em Elvas, mas pelo menos ganhou mais um apoiante. Já o Governo...

Todos à espera do ataque prometido por Israel

Mais de uma semana depois do ataque do Hamas a Israel continuam alguns bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel na Faixa de Gaza e os ultimatos para que a população da cidade de Gaza abandone a zona e se dirija à parte sul do enclave. Com os números de mortos e feridos a serem atualizados rapidamente, todos esperam para ver se Israel cumpre a garantia de que irá invadir Gaza de forma a "aniquilar" o Hamas. Infelizmente para a história destes dias vão ficar as imagens de edifícios destruídos, de pessoas nos hospitais e à porta destas unidades, de sacos com cadáveres e da concentração de tanques e militares junto à faixa de Gaza numa demonstração de força do Exército israelita. A tudo isto junte-se as ameaças do Irão e o receio de que o Hezbollah (apoiado pelos iranianos) também ataque Israel e temos um cenário de conflito regional e não local. E que pode, rapidamente, passar a outro nível, nem que seja pela subida do preço do petróleo que terá impacte nas economias mundiais.

Atentado em Bruxelas mata dois adeptos de futebol

Era conhecido pela polícia belga por tráfico de seres humanos e residência ilegal, mas mesmo assim nada foi feito para o deter. Só depois de Abdesalem L. ter matado a tiro dois adeptos de futebol suecos que estavam em Bruxelas para apoiar a sua equipa nacional é que as autoridades perceberam o perigo que representava e, depois de o perseguirem, acabaram por matá-lo. Depois de um ataque numa escola em França -- em que morreu um professor -- e de duas detenções em Itália por suspeitas de ligações ao Daesh, aumentaram as preocupações de segurança na Europa, agravadas pela situação de conflito entre Israel e o Hamas. De visita à Bélgica, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi mesmo obrigado a mudar o programa. "Ninguém pode garantir que não há terrorismo em nenhum país do mundo", alertou.

Bombardeamento mata civis no parque de hospital

Um míssil israelita ou lançado pela Jihad Islâmica? A questão levou a inúmeras horas de discussão, com acusações, explicações e apresentação de alegadas provas que comprovam qualquer uma das teses apresentadas pelos dois lados do conflito. Mas a verdade é que ninguém conseguiu concluir de quem foi a autoria do ataque ao Hospital Al-Ahli, na Cidade de Gaza, que provocou numa primeira informação entre 300 a 500 mortos, mas que depois foi atualizada para menos de uma centena -- também depende da fonte da notícia. Seja quem for o responsável, o certo é que este tornou-se um dos piores episódios do conflito que opõe o Exército de Israel e o Hamas, a força que domina a Faixa de Gaza e que foi responsável pelo ataque no território israelita a 7 de outubro. Centenas de mortes numa só noite -- depois de uma semana de bombardeamentos de Israel a Gaza -- aumentaram a tensão na região e tornaram-na um barril de pólvora só à espera de um pretexto para a situação piorar. E nem a visita do presidente dos EUA, Joe Biden, a Israel ajudou a diminuir essa tensão, até pelo seu apoio inequívoco a Israel. Uma posição que não agradou aos outros países do Médio Oriente.

Biden foi a Israel validar o ataque contra o Hamas

O presidente dos EUA tinha um plano para esta dia: reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e depois encontrar-se com o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, com o rei Abdullah II e com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas. Porém, acabou por só conseguir falar presencialmente com o líder do Governo israelita, pois os restantes anularam o encontro devido ao bombardeamento que atingiu o parque de estacionamento do Hospital Al-Ahli, em que as primeiras suspeitas recaíram sobre o Exército de Israel, apesar de os seus responsáveis o negarem -- tese validada pelos EUA que acreditam ter sido um rocket lançado pela Jihad Islâmica que caiu no local.

A única garantia que Joe Biden conseguiu foi a do Egito, que aceitou deixar passar ajuda humanitária para Gaza. Já as outras reuniões com os dirigentes árabes ficaram para mais tarde... ou para o telefone.

O SNS balança entre o ministro otimista e os sindicatos críticos

O Serviço Nacional de Saúde tem em Portugal três faces: a do ministro Manuel Pizarro, a dos sindicatos e a das pessoas que cada vez têm mais dificuldades em aceder a um médico no SNS. E depois temos as reuniões entre o governante e quem representa os clínicos. Manuel Pizarro sai dos encontros sempre com um discurso otimista, reconhecendo que não chega a acordo com os sindicatos, mas adiantando que espera que a "próxima reunião seja mais conclusiva". Já do lado do SIM e da Fnam as declarações são mais pessimistas e limitam-se a dizer que vão apresentar contrapropostas ao documento governamental que prevê em 35 horas de trabalho semanal e um aumento do salário base.

Guterres negoceia ajuda. Israel ameaça com entrada em Gaza

Com os camiões à espera de autorização para entrar em Gaza, o secretário-geral da ONU esteve na passagem de Rafah, a única zona que não é controlada por Israel, para apelar a que a ajuda humanitária seja autorizada a entrar no enclave que está a ser bombardeado por Israel há vários dias. Guterres considerou esta operação "urgente" para ajudar pessoas que estão "em estado de guerra". O certo é que a ajuda humanitária chegará, eventualmente, este sábado à Faixa de Gaza, mas nem isso era certo durante o dia de ontem, pois o Exército israelita continuava a garantir que iria avançar para Gaza. Resta esperar que as negociações que envolvem a ONU resultem....

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