Governo já "tem acesso" à lista do Estado Islâmico

A ministra da Administração Interna admite que possa haver lusodescendentes na lista
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A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, confirma que as autoridades portuguesas "já estão a trabalhar" para analisar "a veracidade" da lista de nomes de supostos combatentes do Estado Islâmico cuja existência foi divulgada esta quinta-feira.

"Neste momento, a informação que tenho é que as autoridades portuguesas têm acesso a essa lista e estão (...) a analisar", garantiu a ministra, admitindo que possa a haver nomes portugueses na referida lista, nomeadamente "lusodescendentes".

"Todos sabemos que existem alguns nomes de lusodescendentes que aderiram às fileiras e que estão perfeitamente monitorizados pelas nossas autoridades", afirmou a ministra, acrescentando que neste aspeto "não há novidade que possa esperar". Ouvida em Bruxelas, à margem do conselho de ministros do interior, Constança Urbano de Sousa disse que Portugal também está a avaliar a veracidade do documento.

"As autoridades portuguesas estão a trabalhar com as suas congéneres, para analisar, não só a veracidade dessa lista, bem como o seu conteúdo (...) e procederão em conformidade, com as respetivas competências", afirmou.

Lista contém milhares de nomes de supostos jihadistas

A televisão britânica Sky News informou esta quinta-feira que lhe foi entregue por um antigo combatente do Estado Islâmico um conjunto de documentos com informação sobre mais de 22 mil jihadistas. Os documentos tratar-se-ão de formulários do grupo terrorista, com a informação pessoal dos seus combatentes.

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Alguns peritos mostraram céticos acerca da veracidade da lista que terá sido retirada do grupo terrorista por um antigo combatente, numa drive USB. Segundo estes, a a terminologia utilizada não é sempre a mais comum dentro do grupo, e que os documentos não são consistentes entre si.

Os formulários contêm 23 pontos que servem para caracterizar cada jihadista. Algumas das questões devem ser respondidas pelo aspirante a combatente do Estado Islâmico, e ficam reservados espaços para informação como a data e lugar da sua morte.

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Com DN

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