Garcia de Orta investiga morte nas urgências de doente com pulseira amarela

O Hospital Garcia de Orta (Almada) está a averiguar as circunstâncias em que terá ocorrido a morte de um homem nas urgências desta unidade de saúde e que elevou para cinco o número de vítimas mortais nas urgências hospitalares portuguesas em apenas três semanas.
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O caso terá ocorrido domingo, depois de o utente ter estado cerca de três horas à espera de ser visto por um médico, após a triagem, mas, contactada pelo DN, a administração prefere não se pronunciar, anunciando que só o deverá fazer "assim que seja possível". Ou seja, após a investigação que está em curso.

A Comissão de Utentes tem conhecimento desta morte, provocada por um enfarte, segundo avançou o dirigente José Sales, desconhecendo se homem chegou ao hospital em ambulância ou pelos próprios meios. "Já tentámos saber, mas as notícias são contraditórias. Se foi de ambulância entraria mais diretamente do que se fosse em carro particular", recorda, revelando que esteve hoje no hospital, onde o tema era "muito comentado nos corredores", mas acrescenta que "há alguns detalhes por esclarecer e que são fundamentais para se perceber ao certo o que se passou com aquela pessoa", sublinha.

Eis a razão pela qual José Sales lamenta o silêncio da administração do hospital, avançando que as urgências do Garcia de Orta "até têm respondido com eficácia" aos períodos de maior afluência de utentes, como aconteceu no domingo.

"As pulseiras amarelas estavam com um tempo de espera de duas horas, o que é bom face ao que costuma ser habitual nesta época do ano", refere, receando que possa haver constrangimentos nos próximos dias. "Os Serviços de Apoio Permanente do Seixal fecham, ficando só um aberto, que funciona muito mal, tal como os centros de saúde que encerram às 20.00 horas", alerta, pelo que as pessoas serão encaminhadas para Almada.

Diário de Notícias
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