Passou a infância na freguesia de Polvoreira, em Guimarães A mãe chegou a sonhar para ele com uma carreira na advocacia, mas hoje é o orgulho da família Ainda no ventre materno fartava-se de pontapear Depois, em menino, tudo o que via na rua era pontapeado.Os pontapés na bola não vêm só do tempo de meninice quando Fernando Meira chegava a "fugir" de casa para jogar, chutava tudo o que encontrasse na rua e "dava cabo do calçado todo". Já na barriga da mãe, Maria de Lurdes Silva, se fartava de pontapear. "Quando andava grávida, o meu marido já dizia que ele ia ser jogador", conta ao DN. E assim foi. Hoje é um craque da bola, apesar de a mãe ter sonhado para ele com a carreira de advocacia. Hoje, porém, Meira é o orgulho da família..O internacional português passou a infância na freguesia de Polvoreira, em Guimarães, onde frequentou a escola primária. Mas dedicava o tempo todo ao futebol , pois, recorda a mãe, "o que encontrasse na rua tinha de chutar", acrescentando que até no quarto jogava, mas "com as bolas de ténis". Maria de Lurdes Silva lembra-se de o filho "ainda ter andado no karaté", mas "tinha o tempo muito ocupado" e "chegava a fugir só para jogar à bola". .Começou no Vitória Sport Clube com 8 anos. "Foi através do tio que foi para o Vitória", lembra a mãe. Depois, aos 11 anos, o defesa central mudou-se para a cidade vimaranense. Foi aqui que frequentou a escola até ao 10.º ano..A mãe conta ainda que Fernando Meira, "quando era mais pequeno, adorava o Sporting. O Pedro Barbosa era o ídolo dele. Depois só via o Vitória", diz. "Tenho muito orgulho no homem e filho que ele é", acrescentando: "É amigo do amigo e as pessoas gostam muito dele"..Igual opinião tem Ricardo, que, aos 16 anos, olha para o irmão mais velho com orgulho: "Já fui com ele aos treinos em Estugarda. E via muita gente a pedir autógrafos". .Cidade germânica, onde, aliás, o jogador português se sente acarinhado pelos adeptos de futebol . "Sempre foi muito visto pela simpatia", reitera Ricardo, sustentando que "sempre que entra para os clubes, ele leva a honra à frente da personalidade"..Mas confessa: "Foi difícil crescer com um irmão assim, porque estava pouco com ele, pois não tinha tempo, tinha sempre treino". Mesmo assim, atira: "Era como um segundo pai para mim. Trazia sempre um presente quando vinha dos jogos da Selecção"..Ricardo realça ainda o facto de ser "uma alegria" jogar futebol com o irmão, pois não é todos os dias que se tem a oportunidade de jogar com um craque da bola. Ricardo não perde um jogo do irmão e descreve-o como brincalhão e como uma pessoa "nunca foi rapaz de andar na noite"..A jogar em casa.É caso para dizer que o internacional português Fernando Meira joga em casa. Tudo porque o defesa central português pertence ao plantel do Estugarda há já quatro anos, vivendo, por isso, em terras germânicas, onde conta com o apoio de milhares de emigrantes portugueses..Aos 28 anos, Fernando Meira admite gostar de viver naquele país, onde se estreia este ano no Campeonato do Mundo FIFA, o que, desde logo, é uma mais-valia para a sua carreira. .Até à data, o camisola n.º 5 tem sido efectivo em todos os jogos do Mundial , com uma boa prestação em campo, fazendo dupla com Ricardo Carvalho. Exigiu um Mundial "prestigiante" para dedicar ao defesa central Jorge Andrade, ausente por lesão. .E foi em Marinfeld, local onde encontra a selecção portuguesa, que o futebolista recebeu a bandeira da cidade de Guimarães das mãos de um conterrâneo, o ciclista Romão Barbosa, depois de ter pedalado mais de dois mil quilómetros para apoiar a selecção. .Perfil.Pai de um menino de 6 anos e de uma menina de ano e meio, é descrito como sendo humilde.Nasceu a 5 de Junho de 1978.Começou a jogar no Vitória Sport Clube.Conta com 32 internacionalizações.Marcou dois golos ao serviço da selecção .Estreou-se na selecção nacional frente à Holanda, a 11 de Outubro de 2000.Fernando Meira, Defesa central .O defesa central Fernando Meira nasceu no Hospital Senhora de Oliveira, em Guimarães. Foi nesta cidade que se estreou no clube local - o Vitória Sport Clube - entre 1995 e 1998. Ano em que passou para o relvado do Felgueiras, onde se manteve até 1999, voltando então ao Vitória Sport Clube. Em 2000, ingressou no Benfica e, em 2002, voou para o Estugarda, na Alemanha. É na cidade com o mesmo nome que o português reside. Conta no currículo com dois golos na selecção nacional e com 32 partidas internacionais. A estreia na selecção ocorreu no jogo Holanda-Portugal, a 11 de Outubro de 2000. Versátil em campo, o nº. 5 da selecção das "Quinas" jogou três partidas nas eliminatórias para o campeonato do Mundo de 2006 e marcou o golo de abertura da vitória por 2-0 contra a Eslováquia em Junho de 2005. Também representou Portugal nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas. Pai de um menino de 6 anos e de uma menina de um ano e meio, é descrito como simpático, humilde e brincalhão.