Ele voou para o olho do furacão e viveu para contar a história

Engenheiro norte-americano levantou voo quando o 'Patrícia' ainda era apenas uma tempestade tropical
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Em poucas horas, uma tempestade tropical transformou-se num furacão de categoria cinco, potencialmente catastrófico. Apesar de ter tocado terra, no México, como furacão de nível cinco, o 'Patrícia' decresceu novamente para tempestade tropical, ainda que no mar tivesse chegado a atingir ventos de 325 km/h.

Os danos, na costa mexicana, foram menores do que o esperado, mas quando o engenheiro Joseph Klippel, da National Oceanic and Atmospheric Administration, ou NOAA - o organismo norte-americano dedicado à meteorologia - descolou numa pequena aeronave para o México, o 'Patrícia' era ainda uma suave tempestade. O objetivo de Klippel era a recolha de dados atmosféricos do fenómeno, em mais uma viagem rotineira para conhecer e categorizar tempestades.

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Mas a intensidade do 'Patrícia' evoluiu de forma histórica em poucas horas, só que Klippel já estava no ar. Apesar de habituado a perseguir tempestades para as classificar e conhecer, o engenheiro teve dificuldades, mas conseguiu atravessar o furacão até chegar ao núcleo central, a parte mais calma da tempestade, de forma a recolher dados sobre a pressão atmosférica - que, no 'Patrícia', foi a mais baixa de que há registo, de 879 milibares.

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Para assinalar o fenómeno, a equipa da NOAA partilhou no Twitter uma imagem com esse mesmo número, ao passo que Klippel decidiu partilhar o vídeo da sua audaciosa viagem, que mostra a violência dos ventos do Patrícia nos constantes movimentos do avião.

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