Em poucas horas, uma tempestade tropical transformou-se num furacão de categoria cinco, potencialmente catastrófico. Apesar de ter tocado terra, no México, como furacão de nível cinco, o 'Patrícia' decresceu novamente para tempestade tropical, ainda que no mar tivesse chegado a atingir ventos de 325 km/h..Os danos, na costa mexicana, foram menores do que o esperado, mas quando o engenheiro Joseph Klippel, da National Oceanic and Atmospheric Administration, ou NOAA - o organismo norte-americano dedicado à meteorologia - descolou numa pequena aeronave para o México, o 'Patrícia' era ainda uma suave tempestade. O objetivo de Klippel era a recolha de dados atmosféricos do fenómeno, em mais uma viagem rotineira para conhecer e categorizar tempestades..[artigo:4852739].Mas a intensidade do 'Patrícia' evoluiu de forma histórica em poucas horas, só que Klippel já estava no ar. Apesar de habituado a perseguir tempestades para as classificar e conhecer, o engenheiro teve dificuldades, mas conseguiu atravessar o furacão até chegar ao núcleo central, a parte mais calma da tempestade, de forma a recolher dados sobre a pressão atmosférica - que, no 'Patrícia', foi a mais baixa de que há registo, de 879 milibares..[twitter:657996366749282304].Para assinalar o fenómeno, a equipa da NOAA partilhou no Twitter uma imagem com esse mesmo número, ao passo que Klippel decidiu partilhar o vídeo da sua audaciosa viagem, que mostra a violência dos ventos do Patrícia nos constantes movimentos do avião..[youtube:v2Yi5vWyqsc]