As autoridades de Mariupol, no sul da Ucrânia, denunciaram este sábado a detenção de 700 pessoas, entre elas médicos e doentes, que se tinham refugiado na cave de um hospital da cidade sob fogo das tropas russas..Fontes locais informaram, segundo o portal ucraniano Ukrinform, que um número indeterminado foi deportado para local desconhecido..O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha advertido que não existem corredores humanitários seguros para se retirar a população de Mariupol..A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, afirmou, por seu turno, através da televisão pública, que só podem sair da cidade veículos privados, já que as tropas russas estão a impedir a passagem de autocarros..Kiev e Moscovo têm estado a responsabilizar-se mutuamente de que os corredores humanitários acordados por ambas as partes não estão a funcionar..O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou na sexta-feira, na cimeira da União Europeia (UE), em Bruxelas, a intenção do seu país, em cooperação com a Turquia e a Grécia, de apoiar a evacuação de Mariupol, onde se estima que estejam cercados cerca de 100.000 habitantes..A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.081 mortos, incluindo 93 crianças, e 1.707 feridos, entre os quais 120 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,7 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior..Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia..A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.