Comissão de trabalhadores da RTP acha "uma vergonha contratações de luxo"

A Comissão de Trabalhadores da RTP considera "uma vergonha", "um escândalo sem fim", a contratação de duas jornalistas externas. Pede a destituição do Conselho de Administração
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A Comissão de Trabalhadores da RTP refere, em comunicado, ter sido surpreendida com o anúncio da contratação externa de duas jornalistas para ocupar lugares de chefia na Direção de Informação da RTP - TV.

Em causa, as contratações de Cândida Pinto e de Helena Garrido para adjuntas da Maria Flor Pedroso. A primeira jornalista estava na SIC, onde era editora do internacional, enquanto a segunda era comentadora da RTP, além de dar aulas e colaborar em jornais.

"Não cabe a esta comissão pronunciar-se sobre as escolhas legítimas da diretora de Informação ou sobre as capacidades das jornalistas agora contratadas, sobre as quais nada temos a dizer, mas cabe considerar que a validação destas contratações de luxo pela administração da RTP é um escândalo sem fim", lê-se no comunicado.

A Comissão justifica o protesto com o facto de não existirem atualizações salariais nos últimos dez anos. Além da empresa se recusar "a reconhecer a justiça para centenas e centenas de trabalhadores precários, muitos deles jornalistas".

Considera que a nova diretora da RTP; Maria Flor Pedroso, tem "legitimidade para contratar quem quiser", apesar de entender que a solução poderia ser encontrada na empresa. Já não aceitam que o Conselho de Administração, nomeadamente o seu presidente, faça essas contratações, defendendo que não tem condições para continuar.

"As questões inerentes à "novela" da Direção de Informação da RTP-TV, gestão de recursos humanos e as sucessivas decisões desastrosas por parte da gestão merecem uma imediata intervenção por parte do governo",diz o comunicado.

Conclui: "É inaceitável que uma administração de uma empresa pública, que não cumpre decisões judiciais para integração nos quadros, peça agora exceções ministeriais para estas contratações. É ainda mais inaceitável se viermos a perceber que temos um governo em Portugal que aceita passivamente esta pouca vergonha".

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