"Adoro máscaras, nos locais próprios". Trump usa máscara em público, pela primeira vez
O presidente dos Estados Unidos da América foi fotografado, pela primeira vez, a usar uma máscara de proteção contra a covid-19, este sábado, durante uma visita a um hospital militar em Bethesda, Maryland.
"Adoro máscaras, nos locais próprios", disse Donald Trump, aos jornalistas, quando questionado sobre a atitude que sempre desvalorizou. O chefe de estado norte-americano acrescentou ainda que "nunca" foi "contra máscaras". "Simplesmente acredito que elas têm locais próprios para se usarem", justificou.
Estas declarações foram proferidas depois de Donald Trump ter, repetidamente, ridicularizado o uso deste tipo de equipamento de proteção com o intuito de transmitir uma mensagem de descontração a todos os norte-americanos.
"Penso que quando se vai a um hospital, neste contexto em particular, quando se está a falar com muitos soldados e pessoas que, em alguns casos, acabam de sair de cirurgias, acho que é uma coisa ótima usar-se uma máscara", assumiu o presidente, este sábado.
Donald Trump deslocou-se de helicóptero até ao hospital militar Walter Reed National Military Medical Center, nos arredores de Washington, para uma visita aos profissionais de saúde desta unidade e aos militares infetados com o novo coronavírus, tendo colocado a máscara já nas instalações do hospital.
Desde que a pandemia de covid foi descoberta no país, em março deste ano, que o presidente se recusou a usar máscara em todas as ocasiões, tendo inclusivamente ridicularizado quem seguia esta norma de saúde pública. Trump chegou mesmo a acusar o democrata Joe Biden de fraqueza por utilizar uma máscara.
Mas os sinais foram sempre confusos, enquanto criticava o uso de máscara, o presidente norte-americano também chegou a reconhecer que os cidadãos deveriam tapar as vias respiratórias quando estivessem próximos uns dos outros em ambientes fechados.
Esta é a primeira vez que Trump é fotografado a utilizar este objeto, mas existem relatos de que terá colocado uma durante a visita a uma fábrica da Ford, no estado do Michigan.
Os Estados Unidos registaram 66 261 casos da covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo diário no país, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins. É a quinta vez consecutiva esta semana que o país alcança o recorde de novos infetados.
Nas últimas 24 horas, registaram ainda 760 mortes.
Os Estados Unidos contabilizam agora 134 729 óbitos e 3 239 707 casos confirmados desde o início da pandemia, segundo o balanço realizado às 20:00 de sexta-feira (01:00 de hoje em Lisboa), pela agência de notícias Efe. São o o país no mundo com mais mortos e mais casos de infeção confirmados.
O número de casos diários voltou a ser superior a 60 000 como resultado do surto de infeções nos estados do sul e oeste, como Florida, Texas, Califórnia, Arizona, Geórgia.
Contudo, Nova Iorque permanece como o estado mais fortemente afetado pelo novo coronavírus nos Estados Unidos, com 405 724 casos confirmados e 32 019 mortes, um número apenas inferior ao do Brasil, Reino Unido, Itália e México.
Com Lusa

